Ministro da Defesa cobra em ofício a Edson Fachin que sejam atendidas sugestões feitas pelos militares para o sistema
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, encaminhou ao presidente do TSE, ministro Edson Fachin, uma carta com considerações sobre as respostas técnicas do tribunal a respeito do sistema eleitoral. Em maio, o TSE respondeu a questionamentos do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas feitos fora do prazo de uma comissão de transparência do processo eleitoral.
Paulo Sérgio Nogueira alega que ainda não foi possível fazer uma discussão técnica das propostas e reitera que as sugestões das Forças Armadas precisam ser debatidas pelos técnicos das duas instituições. Disse ainda que as Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao convite do TSE para integrar a comissão de transparência.
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Em abril, a comissão criada pelo TSE aprovou dez medidas para aperfeiçoar ainda mais a transparência e a segurança das eleições. Entre elas, estava uma proposta das Forças Armadas.
Em nota, o TSE informou que recebeu o ofício do Ministério da Defesa, que vai analisar todo o conteúdo remetido e que as contribuições sempre são bem-vindas. Afirmou também que preza pelo diálogo institucional que prestigie os valores republicanos e a legalidade constitucional.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (10) que conversará com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, sobre a divulgação do novo documento em que a pasta cobra transparência do Tribunal Superior Eleitoral no processo de apuração dos votos.
Após o encerramento da Cúpula das Américas, em Los Angeles, o presidente disse, em entrevista a jornalistas, que não foi informado previamente sobre o teor do ofício. Segundo Bolsonaro, o TSE sempre se negou a discutir pontos essenciais para o pleito.

Presidente da República, Jair Bolsonaro.
“Tomei conhecimento agora. Quero analisar melhor na viagem. Pelo que sei, é um ofício técnico. Fomos convidados, eu sou o chefe das Forças Armadas, colocamos à disposição da Justiça Eleitoral o que tínhamos de melhor lá. Levantamos centenas de vulnerabilidades, apresentamos nove sugestões e, depois disso, o TSE sempre se negou a discutir o corpo técnico deles com nós, buscando dirimir qualquer dúvida”, afirmou o presidente.
Redação: Portal CINCO
Fontes: CNN, G1, Valor Econômico
