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Desembargador desaparece há quase um mês no Rio e família relata “angústia sem fim”

Magistrado federal Alcides Martins Ribeiro Filho, de 63 anos, foi visto pela última vez após seguir de táxi para a Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho está desaparecido – Foto: Divulgação/TRF2

A família do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, de 63 anos, vive dias de aflição e incerteza desde o desaparecimento do magistrado, ocorrido no dia 14 de abril, no Rio de Janeiro. Passados 27 dias sem notícias sobre o paradeiro dele, parentes afirmam não saber mais onde procurar e relatam uma “angústia sem fim”.

Segundo informações da família, Alcides saiu de casa usando calça e casaco pretos e embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, na Zona Sul da capital fluminense. Desde então, ele não foi mais visto.

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Antes do desaparecimento, o desembargador teria realizado um saque em dinheiro. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil do Rio de Janeiro e corre sob sigilo. Até o momento, nenhuma hipótese foi descartada pelas autoridades.

Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a realizar buscas na região da Vista Chinesa com apoio de cães farejadores, porém nenhuma pista concreta foi encontrada.

Em entrevista, o sobrinho do magistrado, Rodrigo Bastos, afirmou que a família enfrenta um sofrimento crescente diante da ausência de respostas.

“Todos nós estamos sem saber o que fazer para encontrá-lo. Não sabemos mais onde procurá-lo. A cada dia que passa, a esperança de encontrá-lo vivo diminui um pouco, mas não perdemos a fé”, declarou.

Familiares afirmam que Alcides morava sozinho e, dias antes do desaparecimento, havia recebido a visita de um amigo que vive nos Estados Unidos. Segundo os parentes, ele aparentava estar bem e chegou a participar de momentos de lazer, incluindo assistir a um jogo do Flamengo.

Rodrigo também destacou a trajetória profissional do tio, lembrando que o desembargador teve passagem pela Marinha do Brasil antes de ingressar na carreira jurídica.

“É um homem muito bom e honesto, o exemplo da família. Sua trajetória foi construída com muito foco e dedicação ao longo dos anos”, afirmou.

Na próxima quarta-feira (13), quando o desaparecimento completará 30 dias, familiares e amigos irão participar de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, Zona Norte do Rio, às 17h.

O desembargador havia sido afastado de suas funções pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em maio do ano passado, após denúncia de agressão contra a mulher em um apartamento em Ipanema, também na Zona Sul do Rio.

As investigações continuam e a Polícia Civil busca informações que possam ajudar a esclarecer o desaparecimento do magistrado.