Justiça

Amazonas

Recém-nascida encontrada em lixão de Manacapuru morre após resgate; mãe confessa abandono e é indiciada por homicídio

Polícia Civil aponta que mulher realizou parto sozinha, colocou bebê em mochila e aguardou passagem do caminhão de lixo para abandonar a criança no interior do Amazonas.


Foto: Reprodução

Uma mulher de 28 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Amazonas suspeita de abandonar a própria filha recém-nascida em um lixão localizado no quilômetro 32 da rodovia AM-352, em Manacapuru, no interior do estado. A bebê chegou a ser encontrada com vida por catadores de lixo, mas morreu após ser encaminhada ao Hospital Geral do município.

De acordo com as investigações, a suspeita teria realizado o parto sozinha entre a noite de domingo (10) e a madrugada de segunda-feira (11), em uma residência no bairro Terra Preta. Após denúncias anônimas, policiais civis foram até o imóvel e encontraram vestígios de parto recente, como lençóis ensanguentados, marcas de sangue pelo caminho e o quarto ainda sem limpeza.

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Segundo a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, a mulher confessou durante depoimento que colocou a recém-nascida dentro de uma mochila, envolveu o objeto em um saco plástico preto e esperou a passagem do caminhão de coleta de lixo para realizar o descarte.

“A criança permaneceu cerca de duas horas e meia dentro do caminhão de lixo até ser despejada no lixão. Quando foi encontrada pelos catadores, ainda apresentava sinais de respiração”, informou a delegada.

A bebê foi socorrida e levada ao hospital de Manacapuru, mas não resistiu. A Polícia Civil indiciou a suspeita por homicídio qualificado por meio cruel, com indícios de asfixia.

Durante o interrogatório, a mulher apresentou versões diferentes sobre a gravidez. Inicialmente, afirmou que não sabia que estava grávida. Depois, disse ter conhecimento da gestação, mas alegou medo da rejeição familiar. Ela também informou já ser mãe de outros cinco filhos.

A suspeita não foi presa em flagrante porque apresentava quadro de hemorragia e segue sob cuidados médicos. Após receber alta, deverá ser encaminhada para os procedimentos judiciais.