
Entre os mortos estão Giorgia Sommacal (à esquerda); sua mãe, Monica Montefalcone (centro), e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti – Foto: Reprodução/Instagram/Universidad de Génova/Albatros Top Boat
Um acidente de mergulho nas Maldivas resultou na morte de cinco cidadãos italianos e de um integrante da equipe de resgate, em uma tragédia considerada uma das mais graves já registradas no país asiático. O caso ocorreu no atol de Vaavu, região turística localizada ao sul da capital Malé.
Segundo autoridades locais, os mergulhadores desapareceram enquanto exploravam cavernas submersas a aproximadamente 50 metros de profundidade. Equipes militares iniciaram uma operação de busca de alto risco após o grupo não retornar à superfície.
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Durante os trabalhos de resgate, o sargento Mohamed Mahdhee sofreu um mal súbito debaixo d’água. Ele chegou a ser retirado inconsciente e levado ao hospital, mas não resistiu.

O sargento Mohamed Mahdhee foi levado ao hospital em estado crítico e não resistiu – Foto: Reprodução/Governo das Maldivas
As forças armadas das Maldivas informaram que um dos corpos foi localizado em uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade. A suspeita é de que os demais mergulhadores também estejam na mesma área.
Entre as vítimas estão integrantes da Universidade de Gênova, na Itália: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o biólogo marinho Federico Gualtieri. O quinto italiano morto foi identificado como Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho e gerente de operações da embarcação Duke of York.

Muriel Oddenino (esquerda) e Federico Gualtieri (direita) também faziam parte da equipe da Universidade de Gênova – Foto: Reprodução/Facebook
Outros 20 turistas italianos que estavam no iate não ficaram feridos e recebem assistência da embaixada italiana no Sri Lanka.
As causas do acidente ainda são investigadas. Especialistas apontam que fatores como correntes marítimas intensas, condições climáticas adversas e possível toxicidade por oxigênio em mergulhos profundos podem ter contribuído para a tragédia.
O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, acompanhou pessoalmente as operações de busca na região. Autoridades locais classificaram a missão de resgate como extremamente perigosa devido à profundidade e às condições do oceano Índico.
As Maldivas são um dos destinos mais procurados do mundo para mergulho, mas acidentes do tipo são considerados raros no arquipélago.
