A Azul Linhas Aéreas anunciou o fim das operações em 14 cidades brasileiras entre janeiro e março deste ano, pouco antes de ingressar, em maio, no processo de Chapter 11 nos Estados Unidos — equivalente à recuperação judicial. O número supera o divulgado inicialmente em relatório a investidores, que apontava 13 localidades.
Entre as cidades que deixaram de receber voos da empresa estão Campos (RJ), Mossoró (RN), Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR). A lista inclui ainda municípios nos estados do Ceará, Santa Catarina, Piauí, Maranhão e Goiás.
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Desde julho, a companhia também revisa mais de 50 rotas, que operavam com margem 17 pontos percentuais abaixo da média. As mudanças envolvem redução de frequências e, em alguns casos, cancelamento completo das ligações.
Segundo a Azul, os ajustes são resultado do aumento dos custos operacionais da aviação, agravados pela alta do dólar e pela crise global na cadeia de suprimentos, além de questões ligadas à disponibilidade de frota e ao processo de reestruturação.
A empresa afirma que todos os clientes impactados receberam a assistência prevista pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A Azul foi a última das três maiores companhias aéreas do país a recorrer ao Chapter 11, depois de Latam e Gol, e espera concluir a recuperação judicial até o fim de 2025.
Cidades onde a Azul deixou de operar:
Cratéus (CE), São Benedito (CE), Sobral (CE), Iguatú (CE), Campos (RJ), Correia Pinto (SC), Jaguaruna (SC), Mossoró (RN), São Raimundo Nonato (PI), Parnaíba (PI), Rio Verde (GO), Barreirinhas (MA), Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR).
