Brasil

Após corpos de grávida e criança serem achados, chuva interrompe buscas; ao menos 138 pessoas morreram em Petrópolis


Há ainda 191 desaparecidos e quase mil desabrigados. Neblina atrapalha o quinto dia de buscas por vítimas da tragédia.

As tentativas de encontrar sobreviventes e resgatar corpos de vítimas da chuva em Petrópolis continuam neste sábado (19), mas foram interrompidas por volta das 13h45 (horário de Brasília), após a chuva voltar a cair.

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É o quinto dia de buscas ligadas à tragédia, que até o início da tarde deste sábado (19) deixou 138 mortos, 191 desaparecidos e 967 pessoas desabrigadas.

É o quinto dia de buscas ligadas à tragédia, que até o início da tarde deste sábado (19) deixou 138 mortos, 191 desaparecidos e 967 pessoas desabrigadas.
Por volta das 12h30, os corpos de uma grávida e de uma criança de dois anos foram localizados. Essas duas últimas vítimas ainda não entraram na contagem oficial do Corpo de Bombeiros.

As equipes de busca se dividem em três áreas principais — os setores Alfa, Bravo e Charlie, que abrangem regiões como o Morro da Oficina, a Rua Teresa, o Alto da Serra, a Chácara Flora, a Vila Felipe, Caxambu e localidades vizinhas. O posto de Comando Central está localizado no 15º Grupamento de Petrópolis.
Uma forte neblina atrapalha as buscas.
Durante a sexta-feira, a população do município temeu que novos deslizamentos pudessem acontecer. Isso porque voltou a chover forte na cidade no início da noite. Sirenes no primeiro distrito foram acionadas, mas por volta das 21h30 a chuva deu uma trégua.

Para este sábado, a previsão é de que chova ao longo dia. O Climatempo tempo prevê que o dia deve ser de sol, com muitas nuvens e com períodos nublados, com chuva a qualquer hora. O volume de precipitação pode chegar a 22 milímetros ao longo do dia.

Números da tragédia (até 0h de sexta-feira):

Mortos – 137
Desaparecidos – 191
Desabrigados – 967

Perfil das vítimas fatais

O Instituto Médico-Legal (IML) em Petrópolis informou que, dos 137 mortos, 81 são mulheres e 51 homens, sendo 27 menores de idade. Ao todo, 97 corpos foram identificados, e outros 69 liberados. Veja quem são algumas das vítimas já reconhecidas.

O IML recebeu ainda partes de outros três corpos – nesse caso, não é possível identificar se são de homem ou de mulher. Por isso, será preciso fazer a coleta de material genético de parentes para tentar identificar as vítimas.
Até quinta-feira (17), o IML tinha apenas um caminhão frigorífico para armazenar os corpos. Na sexta, o órgão passou a contar com dois caminhões e dois contêineres frigoríficos.
Com o tempo instável em Petrópolis, o coronel Leandro Monteiro, secretário estadual de Defesa Civil e comandantes dos bombeiros, explicou que não pode avançar com máquinas pesadas, como tratores, em qualquer lugar.

“Nesses locais onde a população pede o uso de máquinas, nós não podemos entrar com máquinas agora. O Corpo de Bombeiros acredita encontrar pessoas com vida ali”, afirmou Monteiro. “Eu não posso remover o solo da maneira que eles querem”, acrescentou.

Monteiro detalhou o protocolo dos bombeiros: “Temos uma técnica para este tipo de desastre. Primeiro, precisamos de silêncio. É um trabalho manual, chamamos as pessoas pelo nome, depois passamos com os cães treinados para encontrarem pessoas vivas, e depois os bombeiros passam fazendo mais um chamado pelo nome”.

Fotos de sexta-feira:

   

Resgates

Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, 24 pessoas foram resgatadas com vida e 967 pessoas foram encaminhadas para os 33 pontos de apoio montados na cidade em igrejas e escolas da rede pública municipal.

Entre os sobreviventes, estão os rodoviários que trabalhavam nos dois ônibus que foram arrastados para dentro do rio Quitandinha conseguiram sair dos veículos com vida.

A informação foi divulgada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis (Setranspetro) nesta quinta-feira (17).

Fonte: G1