Internacional

Xangai na China inicia maior lockdown contra covid-19 dos últimos 2 anos


A cidade de Xangai, na China, entrou em novo lockdown nesta segunda-feira (28), para conter um novo surto de covid-19. A cidade já havia passado por processo semelhante no início de 2020, quando os primeiros casos da infecção foram registrados no país.

Até a próxima sexta (1º), o confinamento vigora para todos os habitantes da parte leste da cidade. Entre 1º e 5 de abril, serão os moradores da parte oeste que ficarão em confinamento. A divisão é para que toda a população seja testada. As medidas restritivas no maior centro financeiro do país devem atingir cerca de 26 milhões de pessoas. Também é o maior confinamento em território chinês em dois anos.

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Nestes períodos, em cada uma das áreas, os transportes públicos ficarão suspensos, inclusive com bloqueios em pontes e tuneis. Empresas e fábricas também terão suas atividades paralisadas, ou funcionarão em regime remoto.

Wu Fan, membro da equipe de especialistas em Covid de Xangai, disse que, recentemente, os testes em massa encontraram infecções de “grande escala”. Somente no último domingo (27), as autoridades registraram 3,5 mil casos na cidade, o que corresponde a cerca de 70% do total no país. A maioria, no entanto, é de “assintomáticos”.

Nesse sentido, Fan defendeu medidas “decisivas e resolutas” para “reduzir ainda mais os contatos sociais, detectar e encontrar rapidamente pessoas infectadas e eliminar completamente a transmissão oculta do vírus”.

Ao contrário do resto do mundo, a China ainda mantém a política de “covid zero“. As autoridades de saúde buscam sufocar os focos de transmissão do vírus, combinando rastreamento e isolamento. Essa política, no entanto, vem sendo desafiada pela variante ômicron, mais transmissível, responsável pelo surto atual.

A principal preocupação é com os idosos, mais suscetíveis a casos graves causados pela ômicron. Entre os chineses maiores de 60 anos, mais de 80% já tomaram as duas doses da vacina. Mas pouco mais da metade (52%) tomou a dose de reforço, segundo a plataforma Our World in Data.

Fonte: O Mundo