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Robôs humanoides superam atletas humanos em meia maratona na China

Disputa em Pequim mostra evolução acelerada da robótica, com máquinas autônomas batendo recordes e ampliando ambições industriais do país, evidenciando avanço tecnológico.


Robô humanoide Honor Lightning corre em direção à linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim, China.  19-04-2026 – Foto: Maxim Shemetov/REUTERS

Dezenas de robôs humanoides desenvolvidos na China superaram corredores humanos durante uma meia maratona realizada em Pequim, evidenciando o rápido avanço tecnológico do setor. O evento reuniu mais de 100 equipes e destacou melhorias significativas em desempenho, mobilidade e navegação autônoma.

Ao contrário da edição anterior, marcada por falhas técnicas e baixo desempenho, a competição deste ano apresentou resultados expressivos. Diversos robôs completaram o percurso de 21 quilômetros com tempos superiores aos de atletas profissionais, alguns chegando mais de 10 minutos à frente dos competidores humanos.

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O destaque foi o robô desenvolvido pela Honor, que concluiu a prova em 50 minutos e 26 segundos, superando o recorde mundial recente estabelecido pelo atleta ugandense Jacob Kiplimo. As três primeiras posições da corrida foram ocupadas por equipes ligadas à empresa.

Além da velocidade, outro avanço relevante foi a autonomia: cerca de metade dos robôs conseguiu percorrer o trajeto sem controle remoto, utilizando sistemas próprios de navegação para lidar com o terreno. Na prova, máquinas e cerca de 12 mil participantes humanos correram em pistas separadas.

Segundo engenheiros envolvidos no desenvolvimento, a evolução vai além do desempenho esportivo. Tecnologias aplicadas nos robôs — como sistemas de resfriamento e melhorias estruturais — podem ser adaptadas para uso industrial, especialmente na manufatura.

Especialistas, no entanto, apontam que ainda há desafios para a adoção em larga escala. Apesar dos avanços, robôs humanoides ainda enfrentam limitações em tarefas que exigem destreza manual, percepção complexa do ambiente e tomada de decisão em cenários variados.

O evento também reflete a estratégia da China de se consolidar como líder global em robótica e inteligência artificial. O governo tem investido em políticas de incentivo, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico para fortalecer o setor, considerado estratégico para o futuro da indústria.

O desafio da navegação autónoma e do equilíbrio

A competição divide-se em duas grandes vertentes: o controle remoto e a navegação autónoma. Curiosamente, as equipas que apostam na navegação totalmente autónoma já representam cerca de 40% do total de participantes, assumindo-se como o grande destaque tecnológico da prova. Estes robôs interpretam e reagem a cenários urbanos dinâmicos em tempo real, exigindo uma capacidade computacional de excelência.

As máquinas já estão vencendo – Foto: Reprodução

Além do processamento de dados, a corrida de longa distância foi o teste derradeiro para a autonomia das baterias e para a gestão eficiente de energia. A manutenção do equilíbrio dinâmico e o controlo preciso das passadas obrigaram ajustes de postura ao milissegundo, num esforço constante para evitar quedas desastrosas no asfalto.