Em uma dramática escalada de tensões com o Ocidente, a gigante de energia russa Gazprom informou que a empresa estatal de gás da Polônia PGNiG disse que “suspenderá totalmente” o fornecimento de gás ao longo do gasoduto Yamal a partir de quarta-feira de manhã (27), disse a PGNiG em comunicado na terça-feira (26).
Em 26 de abril, a Gazprom informou a PGNiG de sua intenção de suspender totalmente as entregas sob o contrato Yamal no início do dia do contrato em 27 de abril”, dizia o comunicado.
A notícia fez com que os futuros de gás natural dos EUA subissem cerca de 3% na terça-feira.
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A Gazprom não confirmou que o fornecimento de gás russo para a Polônia foi interrompido, informou a agência de notícias estatal russa TASS na terça-feira, citando o porta-voz da empresa, Sergey Kupriyanov.
Kupriyanov, no entanto, enfatizou que a Polônia deve pagar o fornecimento de gás russo em rublos, uma demanda que Varsóvia recusou.
A Rússia deu um ultimato no mês passado às nações “hostis” de que elas devem pagar por sua energia em rublos a partir de 1º de abril ou correm o risco de serem cortadas de suprimentos vitais. Mas o fluxo de gás continuou.
O Kremlin disse que os pagamentos pelo gás entregue no momento de seu anúncio venceriam no final de abril ou início de maio, razão pela qual a Rússia não interrompeu imediatamente o fluxo de gás para a Europa.
A ameaça de alto risco do presidente Vladimir Putin causou ondas de choque na Europa, que não pode manter sua economia funcionando por muito tempo sem a energia russa.Moscou enviou um sinal claro de que poderia, em algum momento, reduzir os fluxos de gás natural – talvez para deter ou responder a sanções ocidentais ainda mais duras sobre a guerra na Ucrânia.
A PGNiG disse que está preparada para obter gás de várias direções, inclusive através de conexões de gás em suas fronteiras oeste e sul e do terminal de gás natural liquefeito (GNL) na cidade portuária de Swinoujscie, no noroeste.
Ele também disse que seu armazenamento subterrâneo de gás está quase 80% cheio.
“O balanço é complementado pela produção doméstica de gás e reservas de combustível acumuladas nas instalações de armazenamento subterrâneo de gás. Atualmente, o nível de enchimento dos armazéns é de cerca de 80 por cento e é significativamente superior ao período correspondente em anos anteriores”, acrescentou.
A empresa polaca de gás disse que atualmente todas as entregas aos clientes são efetuadas de acordo com as suas necessidades, adiantando que a empresa está a acompanhar a situação e está preparada para vários cenários.
A ministra do Clima da Polônia, Anna Moskwa, afirmou na terça-feira (26), que não haverá escassez de gás na Polônia, apesar da suspensão russa das exportações.
“A Polônia tem as reservas de gás necessárias e fontes de fornecimento que protegem nossa segurança – somos efetivamente independentes da Rússia há anos”, disse ela em um tuíte.
“Não haverá escassez de gás nas casas polonesas”, escreveu o ministro.
Redação: PORTAL CINCO
