A coroação do rei Charles III do Reino Unido – um ato simbólico que formaliza o compromisso do novo monarca diante de um público – acontece no próximo sábado (6), na Abadia de Westminster, em Londres.

Foto: reprodução
A confirmação de Charles III no trono diante de um público ocorre quase oito meses após a morte da rainha Elizabeth II e será menos luxuosa que a de sua mãe, em 1953.
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Segundo a imprensa britânica, o que motiva a realização de uma cerimônia mais comedida são a pauta ambiental, defendida há anos pelo por Charles, e a ameaça de recessão econômica vivida pelos britânicos. Além disso, as mudanças da sociedade (e de como ela enxerga a monarquia) também parecem ter influenciado a cerimônia.
Casada com Charles, a rainha consorte Camilla também será coroada no evento — ela tem o título de rainha consorte, que é dado à esposa do rei vigente. Em tese, uma rainha consorte tem a mesma posição social e o status do cônjuge. Historicamente, no entanto, não possui os mesmos poderes políticos.
A Operação Orbe Dourada, como foi chamado o plano de segurança nas ruas de Londres, seguirá no domingo (7) e na segunda-feira (8) com celebrações no Reino Unido e em 14 países onde rei Charles III é considerado chefe de Estado.
Outros eventos também são esperados nos 56 países da Commonnwealth (Comunidade das Nações), um conjunto de antigas colônias britânicas.
Quem comparecerá
A coroação de Charles III terá cerca de 2 mil convidados, bem menos que os 8 mil que lotaram a Abadia de Westminster quando sua mãe foi coroada, em 1953. A lista foi reduzida para acomodar novas restrições de saúde e segurança.
Entre os convidados estão 850 representantes da comunidade e voluntários, dos quais 450 são pessoas que ajudaram o Reino Unido durante a pandemia de Covid-19. Membros da realeza e chefes de Estado de outros países também foram convidados, assim como celebridades e integrantes da aristocracia briotânica.
Brasil: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença na cerimônia. Ele será acompanhado da primeira-dama, Janja.

Lula e Janja encontram Rei Charles 3º antes de coroação – Foto: reprodução
Outras lideranças: não está claro se os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, Xi Jinping, da China, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, foram convidados para o evento. Eles não confirmaram presença o fim de quinta-feira (4).
Rainha Camilla: diversos integrantes da família da monarca confirmaram presença no evento. Entre eles estão os filhos e a irmã da rainha, assim como os netos e o ex-marido de Camilla.
Estados Unidos: o presidente Joe Biden disse que não irá à celebração, mas confirmou a presença da esposa, Jill. Até hoje, nenhum líder norte-americano em exercício compareceu a uma coroação britânica.
Líderes mundiais: confirmaram presença Emmanuel Macron, presidente da França, Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, entre outros.
Outros monarcas: comparecerão o rei Felipe VI e a rainha Letizia da Espanha, os príncipes Federico e Maria, da Dinamarca, Fumihito e Kiko, do Japão, e Albert II e Charlene, de Mônaco, além do rei Abdullah II e rainha Rania da Jordânia.
Governo britânico: o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, irá à coroação, assim como cerca de 80 membros das câmaras baixa e alta do Parlamento do Reino Unido.

Bandeiras comemorativas da coroação do Rei Carlos III são exibidas para venda em uma banca de rua, do lado de fora do Westminster Hall em Londres
Organizada em um momento de crise econômica no Reino Unido, a coroação de Charles III neste sábado (6) será um evento muito menor do que a luxuosa cerimônia feita para a consagração da rainha Elizabeth II em 1953.
A coroação será mais curta e terá 1/4 dos convidados recebidos pela rainha há 70 anos. O custo, no entanto, deve superar em mais de 50 milhões de libras (R$ 300 milhões) a cerimônia anterior.
