
O fogo já consumiu 17 mil hectares com uma vítima fatal – Foto: Securite Civile/AP
A França vive uma nova e intensa onda de calor a partir desta sexta-feira (8), com termômetros podendo atingir 41 °C em algumas regiões. O fenômeno, previsto para alcançar o pico no domingo (10) e perdurar até o início da próxima semana, agrava ainda mais a seca no sul do país e eleva o risco de incêndios florestais.
Atualmente, os bombeiros ainda combatem um incêndio devastador na região de Aude, no sul da França. O fogo já consumiu 17 mil hectares, deixou uma vítima fatal e é considerado um dos mais graves desde a Segunda Guerra Mundial. Em resposta, o serviço meteorológico Météo-France emitiu alerta laranja — o segundo mais severo — para 11 departamentos nesta sexta, que se estenderá a outros seis no sábado (9), com temperaturas entre 37 °C e 40 °C.
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Bombeiros combatem incêndio florestal em Jonquières, sul da França – Foto: Securite Civile/AP
A primeira onda deste verão, entre 19 de junho e 6 de julho, já havia sido responsável por mais de 480 mortes na França, segundo dados das autoridades sanitárias. Cientistas alertam que essas ondas de calor extremas têm relação direta com o aquecimento global.
Julho foi o terceiro mês mais quente já registrado na Terra, incluindo um recorde para a Turquia, dizem cientistas da UE. os impactos climáticos extremos continuam.

Um homem se refresca durante uma onda de calor em Bagdá, Iraque – Foto: Ahmed Saad/Reuters
Comparativo com outros países europeus
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Portugal e Espanha enfrentaram ondas de calor ainda mais severas em meados de junho e início de julho, com recordes nacionais: Espanha chegou a 46 °C e Portugal registrou impressionantes 46,6 °C em Mora.
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Heat dome europeu: Um “domo de calor” está atingindo grande parte do continente, elevando as temperaturas a níveis extremos na França, países balcânicos, Itália e Península Ibérica nos próximos dias.
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Mortes e impactos: Estima-se que até 2.300 pessoas tenham morrido em razão das recentes ondas de calor em 2025 na Europa, com muitos óbitos diretamente associados ao aquecimento global.
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Grande amplitude e duração: Enquanto cidades como Paris enfrentam cerca de três meses de calor intenso (temperaturas acima de 32 °C entre meados de junho e setembro), outras localidades como Atenas já vivem até cinco meses com calor extremo.
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Julho recorde: Julho de 2025 foi o terceiro mais quente registrado globalmente, e o quarto mais quente da Europa, com temperaturas médias terrestres cerca de 1,3 °C acima da média de 1991–2020.
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Mar Mediterrâneo em alerta: A temperatura da superfície do mar na região mediterrânea atingiu níveis recordes em julho — o mais alto já registrado nessa época — intensificando a sensação térmica e dificultando o resfriamento noturno.
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Impactos na infraestrutura: Na França, usinas nucleares enfrentam pressão extra: rios que resfriam os reatores estão aquecendo demais, o que pode levar a desligamentos justamente quando a demanda por energia dispara.

A França vive sua segunda onda de calor do período de verão – Foto: Emma da Silva/AFP
Resumo em destaque
| Aspecto | França | Outros países europeus |
|---|---|---|
| Máxima prevista | Até 41 °C | Até 46,6 °C em Portugal e Espanha |
| Incêndios florestais | Aude, sul da França | Grécia, Turquia com evacuações e destruição |
| Impactos humanos | +480 mortes na 1ª onda | Estimadas 2.300 mortes na Europa em 2025 |
| Tempo de calor intenso | ≈3 meses em Paris | Até ≈5 meses em Atenas |
| Oceano / Mar | — | Recorde de temperatura no Mediterrâneo |
| Energia elétrica | Risco em usinas nucleares | Aumento extramente da demanda energética |
Esta análise evidencia que a França não está sozinha: ondas de calor extremas assolam a Europa inteira, com consequências dramáticas que requerem atenção urgente para adaptação e redução das emissões de gases de efeito estufa.
