Um atentado com explosivos na zona rural de Huíla, na Colômbia, deixou 7 mortos e 1 ferido na noite de 6ª feira (2.set.2022), todos oficiais da polícia local. Autoridades informaram à agência de notícias AFP que o grupo foi emboscado em um veículo, mas não há confirmação de quem seria o mandante.
O presidente Gustavo Petro, que tomou posse do cargo em 7 de agosto, disse em seu perfil no Twitter que o ataque é uma “clara sabotagem à paz”. O 1º chefe do Executivo de esquerda da Colômbia vem tentando retomar os acordos com grupos guerrilheiros, que também operam na região.
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Mais de 2 mil combatentes da Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) são opositores aos tratados de paz, segundo o governo.
As autoridades não deram informações sobre os responsáveis pelo ataque.

O presidente avança na reativação dos diálogos de paz com a guerrilha do ELN, interrompidos em 2019 após um ataque contra uma academia de polícia, que deixou 22 mortos, além do agressor.
Também propôs um cessar-fogo “multilateral” com os dissidentes do pacto de paz que desarmou as Farc e os grupos armados do narcotráfico, como parte de uma política de “paz total” para desativar o conflito armado de quase seis décadas.

Algumas facções das dissidências e quadrilhas de narcotraficantes reunidas em torno do poderoso Clã do Golfo se mostraram abertas a participar do cessar-fogo, sem, porém, chegar a um acordo com o governo.

Trata-se da agressão mais grave contra a força pública desde que Petro – o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia – assumiu o cargo, no começo de agosto.
Redação: Portal CINCO
