O governo de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (7/10), 18 casos de intoxicação por metanol no estado. O número representa um aumento em relação ao último balanço, que registrava 15 casos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), há 176 notificações de possíveis contaminações, sendo 158 ainda sob investigação.
Três mortes foram confirmadas por intoxicação, incluindo a de Bruna Araújo, de 30 anos, que morreu no dia 2 de outubro, em São Bernardo do Campo, na região do ABC. Outras 10 mortes estão sob investigação para verificar possível relação com o consumo de bebidas adulteradas.
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Ações e números do surto
Apesar da confirmação de novos casos, o governo informou que 38 notificações foram descartadas após análises clínicas e epidemiológicas. Outros 35 casos entraram em investigação. Até o momento, 85 casos foram oficialmente descartados.
Veja o balanço atualizado:
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3 mortes confirmadas;
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10 mortes em investigação;
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18 casos confirmados de intoxicação por metanol;
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158 casos em investigação (sem contar os confirmados);
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176 notificações totais.
Fiscalização e prisões
Como parte das ações de combate à venda de bebidas adulteradas, as Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal já interditaram 11 estabelecimentos em diferentes regiões do estado.
Os locais incluem bares e distribuidoras situados nos bairros da Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, M’Boi Mirim e Cidade Dutra, na capital, e nas cidades de Osasco, Barueri e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Desde o início do ano, 42 pessoas foram presas por envolvimento em casos de adulteração de bebidas — 21 somente nesta semana.
Tratamento e novas medidas
Na sexta-feira (3/10), o governo paulista anunciou a compra e distribuição de 2 mil ampolas de álcool etílico, substância utilizada no tratamento de pacientes intoxicados por metanol. O medicamento será destinado aos centros de referência estaduais.
Além disso, um novo protocolo laboratorial foi implementado para acelerar o diagnóstico: amostras de sangue e urina agora podem ser analisadas em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) da USP de Ribeirão Preto.
Contexto e investigações
As autoridades reforçam que a principal hipótese é a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, vendidas em bares, adegas e distribuidoras sem comprovação de origem. O comitê de crise criado pelo governo continua as ações de fiscalização e interdição dos locais suspeitos.
O Procon-SP, a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística participam das operações conjuntas. Amostras das bebidas apreendidas estão sendo analisadas para confirmar a presença de metanol — substância tóxica que pode causar cegueira, falência de órgãos e morte mesmo em pequenas quantidades.
O governo orienta a população a não consumir bebidas sem procedência comprovada e a denunciar estabelecimentos suspeitos aos órgãos de fiscalização.
