Equipe que coordena o projeto de reeleição diz que o presidente conquistará um novo mandato se a avaliação positiva ao governo atingir 40%. Fôlego do atual mandatário deve se ampliar frente a Lula, de acordo com especialistas
Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL) tem recuperado terreno em diferentes indicadores de popularidade, enquanto Lula (PT) se mantém estável. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (19) mostrou que a desvantagem do presidente para o rival caiu de 21 pontos em maio para 15 pontos em agosto. Os dois têm agora 47% e 32% em intenções de voto na simulação de primeiro turno.
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No levantamento Genial/Quaest, da quarta-feira 18, a redução foi parecida. A diferença entre eles, que era de 17 pontos em maio, caiu para 12 pontos em agosto (45% a 33%).

Outros dois indicadores da Genial/Quaest ilustram bem a arrancada do presidente. Perguntados sobre quem eles preferem que vença a eleição, 44% dos entrevistados responderam, em janeiro, Lula e outros 22% disseram Bolsonaro. Em agosto, o placar foi de 43% a 32% a favor do petista. Questionados em junho sobre do que eles têm mais medo, 52% responderam “da continuidade de Bolsonaro” e 35% “da volta do PT”. Agora, em agosto, os percentuais foram de, respectivamente, 45% a 40%.
Bolsonaro também está conseguindo reduzir a reprovação a seu governo. Entre julho e agosto, caiu de 45% para 43% o total dos que consideram ruim ou péssima a sua gestão, segundo o Datafolha.
Na Genial/Quaest, a queda foi maior: de 47% para 41%.
De acordo com o Datafolha, 30% consideram o governo bom ou ótimo. Na Genial/Quaest, a avaliação positiva é de 29%. É pouco, segundo os próprios coordenadores da campanha à reeleição. Para eles, Bolsonaro será eleito se conquistar 40% de aprovação. Esse é o número mágico. Para alcançá-lo, ele terá de crescer, portanto, dez pontos percentuais.
Redação: Portal CINCO
