
Pessoas em situação de rua na Praça Dom Pedro II, no Centro Histórico de Manaus, ponto turístico da capital — Foto: Larry Wilcox/Rede Amazônica
Um novo levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 revelou fortes desigualdades na qualidade de vida entre os municípios brasileiros. O estudo, divulgado pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações, avaliou os 5.570 municípios do país com base em indicadores sociais e ambientais.
Pelo terceiro ano consecutivo, o município de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking nacional com 73,10 pontos em uma escala de zero a cem. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos, registrando o pior desempenho do país.
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Os dados mostram concentração dos melhores índices nas regiões Sul e Sudeste. Das vinte cidades mais bem avaliadas, dezoito pertencem a essas regiões. Já entre os vinte municípios com pior qualidade de vida, dezenove estão localizados no Norte e Nordeste.
O IPS Brasil utiliza 57 indicadores relacionados à saúde, segurança, educação, moradia, acesso à informação, inclusão social e qualidade ambiental. O objetivo é medir se a população consegue acessar serviços básicos e condições adequadas de vida, indo além dos indicadores econômicos tradicionais.
Entre as capitais, Curitiba aparece na liderança pelo segundo ano seguido, com 71,29 pontos. Brasília e São Paulo ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente. Manaus ficou na vigésima colocação entre as capitais brasileiras, com índice de 63,91 pontos.
O estudo também apontou que a região Norte concentra os piores indicadores ambientais do país, incluindo dados sobre desmatamento, emissão de gases de efeito estufa e focos de calor.
Na avaliação por estados, o Distrito Federal lidera o ranking nacional, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Paraná. O Amazonas aparece na vigésima posição, enquanto Pará, Maranhão e Acre registraram os menores índices de qualidade de vida.
Segundo os organizadores do levantamento, apesar de uma pequena melhora na média nacional em relação aos anos anteriores, o avanço ainda é considerado tímido diante das desigualdades regionais persistentes no Brasil.
