
Seca extrema na Amazônia (2023) – Foto: Jacqueline Lisboa /WWF-Brasil
Mesmo antes do período mais crítico da estiagem na Região Norte, estados da Amazônia já iniciaram ações de preparação diante da possibilidade de um novo fenôeno climático associado ao Super El Niño. A preocupação é com impactos semelhantes — ou até mais intensos — aos registrados durante as secas históricas dos últimos anos.
No Amazonas, órgãos públicos e empresários já adotam medidas preventivas. A previsão do Serviço Geológico do Brasil é de uma estiagem prolongada, com risco de comprometimento da navegação nos rios amazônicos, principal via de transporte e abastecimento da região.
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O setor comercial começou a antecipar estoques para evitar prejuízos logísticos. Empresas temem atrasos no transporte de mercadorias e aumento no valor do frete durante o período de seca.
A Associação Comercial do Amazonas e a Fecomércio-AM também pediram apoio do governo estadual para medidas fiscais que ajudem empresas a manter o abastecimento e reduzir impactos econômicos.
Além do Amazonas, outros estados da Região Norte também monitoram os efeitos do clima.
No Acre, autoridades acompanham os níveis dos rios e reforçam planos de contingência para comunidades isoladas, principalmente em áreas rurais afetadas historicamente pela redução do volume de água.
Em Rondônia, a preocupação envolve o transporte hidroviário e a produção agrícola. O estado também avalia possíveis impactos na geração de energia e no escoamento de mercadorias.
Já no Pará, municípios da região do Baixo Amazonas e do Tapajós iniciaram discussões sobre logística e abastecimento, diante do risco de dificuldade na navegação em trechos estratégicos dos rios.
Roraima também monitora os efeitos climáticos sobre a produção agrícola e o abastecimento, principalmente em áreas mais dependentes do transporte terrestre e fluvial.
Especialistas alertam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, associado ao fenômeno El Niño, pode provocar redução das chuvas na Amazônia e favorecer secas mais severas e prolongadas.
Nos últimos anos, a estiagem extrema causou isolamento de comunidades, prejuízos ao comércio, dificuldades no transporte de combustíveis e alimentos, além de impactos ambientais em toda a Região Norte.
A expectativa agora é de que governos estaduais, Defesa Civil e setor produtivo ampliem as ações preventivas para minimizar os efeitos de uma possível nova crise climática na Amazônia.
