Justiça

Rio de Janeiro

Desembargador desaparecido há mais de um mês é encontrado morto na Floresta da Tijuca

Magistrado do TRF-2 foi localizado nos arredores da Vista Chinesa; polícia afirma que corpo não apresentava sinais aparentes de violência.


Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) – Foto: Reprodução/TRF2

O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho foi encontrado morto na tarde desta terça-feira nos arredores da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. O magistrado estava desaparecido desde o dia 14 de abril.

O corpo foi localizado por agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência. A perícia foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde passará por identificação oficial e exames complementares.

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O caso vinha mobilizando o alto escalão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o TRF-2, que acompanhava as investigações junto à Polícia Civil. Em nota, a Corte lamentou o ocorrido e informou que aguarda a confirmação oficial da identidade do corpo pelas autoridades responsáveis.

De acordo com as investigações, no dia do desaparecimento, o desembargador sacou mil reais e embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, tradicional ponto turístico localizado na Floresta da Tijuca. Desde então, ele não havia mais sido visto.

O famoso mirante da Vista Chinesa – Floresta da Tijuca – RJ – Foto: Reprodução

Na semana passada, familiares e amigos participaram de uma missa em homenagem ao magistrado na Tijuca, Zona Norte do Rio. O irmão de Alcides, José Paulo Martins Ribeiro, afirmou que a família vivia dias de angústia e esperança por notícias do desembargador.

O magistrado, de 64 anos, estava afastado do cargo desde maio do ano passado por decisão do Conselho Nacional de Justiça, após denúncias de violência doméstica feitas pela ex-mulher. O processo tramita sob segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça.

As circunstâncias da morte seguem sendo investigadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.