Prisão, determinada pela Justiça, ocorre em meio a investigação de esquema para liberação de verbas do MEC.
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente nesta quarta-feira (22), em Santos, no litoral sul de São Paulo. A prisão preventiva faz parte da operação “Acesso Pago”, da Polícia Federal, que foi deflagrada hoje.
Segundo a Polícia Federal, com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União, reunidos em inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa.
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As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à Primeira Instância.
O mandado de prisão preventiva expedido contra o ex-ministro Milton Ribeiro cita os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 5 prisões nos estados de Goiás, São Paulo, Pará, além do Distrito Federal. Outras medidas cautelares diversas, como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos, também foram efetuadas.
“O crime de tráfico de influência tem pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses)”, explicou a PF em nota.
Perfil
Pastor da igreja Presbiteriana em Santos, litoral de São Paulo, e vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ribeiro foi o quarto ministro a comandar o MEC desde o início do governo Bolsonaro.
Antes dele, ocuparam a pasta Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e Carlos Decotelli, que foi nomeado mas não chegou a tomar posse depois da revelação de uma série de informações falsas em seu currículo. O atual ministro da Educação é Victor Godoy.
De acordo com currículo disponível na plataforma Lattes, Ribeiro possui graduação em Teologia, pelo Seminário Presbiteriano do Sul (1981), e em Direito, pelo Instituto Toledo de Ensino (1990).
Possui quatro especializações: Direito Imobiliário, pela Faculdades Metropolitanas Unidas (1997); Gestão Universitária, pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras; Teologia do Velho Testamento, pelo Mackenzie (2001) e pelo Centro Teologico Andrew Jumper (2002). É mestre em Direito pelo Mackenzie (2001) e em Educação pela Universidade de São Paulo (2006).
A passagem de Ribeiro pelo MEC também foi marcada por outras polêmicas, como a autorização da produção de bíblias com sua imagem para distribuição em evento religioso, denúncias de servidores do Inep sobre possível interferência do MEC na prova do Enem e uma fala de que o uso da cloroquina o ajudou a melhorar da Covid-19.
Informações InfoMoney
