Grupo formado por nove especialistas pelo instituto Butantan apresenta proposta sobre o novo imunizante da varíola do macaco. Brasil tem 113 casos confirmados da doença.
O Instituto Butantan criou um comitê para apresentar análises, estudos e propostas sobre a produção de uma vacina contra a varíola dos macacos. O grupo, que é composto por nove especialistas, foi criado a partir da publicação de uma portaria publicada no “Diário Oficial do Estado” de São Paulo no dia 30 de junho.
Continua depois da Publicidade
Conforme justificativa do diretor do Butantan, Dimas Covas, a criação do comitê ocorre no contexto de alastramento da doença provocada pelo vírus monkeypox e a preocupação sobre a disseminação futura da doença.
Também é mencionado o fato de, na década de 1970, o instituto ter produzido uma vacina contra a varíola, o que confere experiência ao Butantan nesta produção.

Em nota
“Considerando que desde a cessação da vacinação contra a varíola, se nota uma crescente incidência de casos e surtos relatados, o que está levantando preocupações sobre a disseminação futura da doença; considerando que o Instituto Butantan, na década de 70 chegou a produzir uma vacina para imunizar a população contra a varíola; considerando a iminência de um possível surto da referida doença provocada pelo vírus monkeypox […] Fica criado um Comitê Contingencial Técnico de Especialistas, com a finalidade de assessorar a entidade”, diz a portaria.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a varíola do macaco é responsável por mais de 5 mil diagnósticos no mundo todo. Os principais sintomas mais comuns da doença são:, dores de cabeça, muscular e nas costas, febre, calafrios, exaustão, suor noturno, congestão, coriza, inchaços na virilha e linfonodos, como também erupções cutâneas.
Redação Portal CINCO
