Brasil

Brasileira presa na Tailândia por tráfico de drogas, é condenada a 9 anos e 6 meses de prisão


Mary Hellen, a brasileira presa por tráfico internacional de drogas, escapa da morte mas vai cumprir pena de 9 anos e 6 meses de prisão na Tailândia

A brasileira Mary Hellen Coelho da Silva, de 21 anos, foi presa na Tailândia em 14 de fevereiro, acusada de tráfico internacional de drogas e pode enfrentar prisão perpétua ou pena de morte no país, de acordo com as leis locais. A família luta para que a jovem e responda pelo crime no Brasil.

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Segundo a advogada Kaelly Cavoli Moreira, a sentença foi proferida na quarta-feira (11) na Tailândia, mas os advogados tomaram conhecimento da decisão na madrugada desta quinta-feira (12) por meio de um e-mail do consulado brasileiro

A jovem e outros 2 brasileiros foram presos no Aeroporto de Bangkok com 15 kg de cocaína escondidos em fundos falsos de malas. A de Mary Hellen tinha 9 kg da substância.

A pena foi dividida em dois anos por crime civil e sete anos e seis meses por crime penal. A profissional informou ainda que aguarda a cópia do processo para “estruturar os próximos passos”, diz Kaelly Moreira.

“A gente teve uma pena muito positiva, melhor do que a gente esperava. Nós estávamos contando com 50 anos de prisão, mas já tínhamos descartado a pena de morte e a prisão perpétua. Estamos caminhando para uma pena humana, o mundo precisa ir contramão de penas desumanas”, afirmou Kaelly advogada.

Brasileira é presa por tráfico de drogas na Tailândia; família teme pena de morte - ISTOÉ Independente

A lei tailandesa estabelece a prisão de 10 a 20 anos, prisão perpétua ou pena de morte como punições para o tráfico de drogas, a depender da quantidade, da substância e das circunstâncias. A interpretação da lei antidrogas cabe ao juiz.

Quem é Mary Hellen:

Nascida no Rio de Janeiro, Mary Hellen morava com a mãe, que está com câncer de útero, e mais 4 irmãos em Pouso Alegre, Minas Gerais. Ela trabalhava em uma churrascaria e pediu demissão dias antes da viagem à Tailândia.

Segundo a irmã, Mariana Coelho, a família não sabia da viagem e só descobriu quando recebeu um áudio da brasileira pedindo ajuda para acionar advogados. De acordo com ela, Mary Hellen informou que viajaria para Curitiba.

Brasileira pega 9 anos e 6 meses de prisão na Tailândia por tráfico

Sem antecedentes criminais, a jovem também nunca havia saído do Brasil. Telêmaco Marrace, o advogado que assumiu a defesa de Mary Hellen, afirma que ela foi para a Tailândia como “mula” (termo utilizado para se referir a uma pessoa usada por traficantes para transportar drogas) e que provavelmente não tinha conhecimento do que levava nas bagagens.

Por isso, sustenta que há a possibilidade de que ela receba o perdão das autoridades locais. Ele diz ainda que a quantidade de drogas com a brasileira era pequena para os padrões locais e avalia que ela possa receber uma pena intermediária.

A família de Mary Hellen apela por ajuda até mesmo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A gente quer ajuda. Alguma ONG (organização não governamental), algum advogado de renome, alguma autoridade, o Itamaraty. Esse caso tem que chegar à Presidência da República. Se ela errou ela tem que pagar, mas com prisão, no país dela. Não pena de morte. Ela é uma jovem de 22 anos, meu Deus! Ela foi induzida a viajar. Não sabia do risco. Eu soube que esse homem já tinha viajado para a Tailândia uma vez antes”, disse a irmã Mariana.

Redação: Portal CINCO