Documentos obtidos a partir da quebra de sigilo bancário indicam que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, realizou transferências que somam aproximadamente R$ 700 mil ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, o Jonas Suassuna.
De acordo com os registros, os repasses eram feitos mensalmente, em sua maioria no valor de R$ 10 mil. Em alguns períodos, no entanto, os valores foram superiores, chegando a R$ 50 mil nos meses de junho e julho de 2024.
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Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lulinha efetuou todos os pagamentos por meio de TED, sem descrição detalhada da finalidade das transferências. Os valores foram creditados em conta bancária de Jonas Suassuna no banco Santander, aberta em agência localizada no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.
Jonas Suassuna foi ex-sócio de Lulinha na empresa BR4 Participações. Ele também figurava formalmente como um dos proprietários do sítio de Atibaia, imóvel que ganhou notoriedade pública em 2016 durante investigações relacionadas à operação Lava Jato. À época, Suassuna era responsável pelo pagamento do aluguel do apartamento onde Lulinha residia.
A quebra de sigilo aponta ainda que, entre 2022 e 2025, a conta bancária analisada registrou movimentação total de aproximadamente R$ 19,3 milhões.
