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Banco Central do Brasil registra prejuízo de R$ 120 bilhões em 2025 sob gestão Galípolo

Resultado negativo foi influenciado pela queda do dólar e contrasta com lucro recorde obtido no ano anterior.


O Banco Central do Brasil fechou 2025 com prejuízo de R$ 119,97 bilhões, primeiro ano da instituição sob o comando do economista Gabriel Galípolo. O resultado foi impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, que reduziu o valor das reservas internacionais mantidas em moeda estrangeira.

O rombo foi integralmente absorvido pela reserva de resultados do próprio Banco Central, sem necessidade imediata de aporte do Tesouro Nacional.

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As demonstrações financeiras foram aprovadas na quinta-feira (26) pelo Conselho Monetário Nacional, colegiado formado pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e pelo presidente da autoridade monetária.

Em nota, o Banco Central destacou que sua atuação não tem como objetivo gerar lucro, mas cumprir metas institucionais, como o controle da inflação e a estabilidade do sistema financeiro. Segundo a instituição, oscilações cambiais influenciam diretamente o resultado contábil, devido ao volume expressivo de ativos em moeda estrangeira.

Impacto do câmbio

Em 2025, o dólar recuou 11,14%, movimento que afetou negativamente o balanço da autoridade monetária. No ano anterior, sob a gestão de Roberto Campos Neto, o cenário foi oposto: a valorização da moeda americana contribuiu para um lucro de R$ 270,94 bilhões.

Do resultado positivo de 2024, parte foi destinada à reserva de resultados e R$ 28,16 bilhões foram transferidos ao Tesouro Nacional, ajudando na gestão da dívida pública.

Já em 2025, as operações com reservas internacionais e derivativos cambiais geraram perdas de R$ 150,26 bilhões, parcialmente compensadas por ganhos de R$ 30,29 bilhões em outras operações.

Situação patrimonial

O balanço mostra que os ativos totais do Banco Central somaram R$ 4,97 trilhões ao fim de 2025, sendo R$ 2,09 trilhões em moedas estrangeiras e R$ 2,88 trilhões em ativos domésticos.

Mesmo após cobrir o prejuízo, a reserva de resultados mantém saldo de R$ 122,82 bilhões, funcionando como colchão financeiro para absorver eventuais perdas futuras.

Desde 2021, a apuração dos resultados do Banco Central ocorre de forma anual, com análise tradicionalmente realizada em fevereiro pelo Conselho Monetário Nacional, em modelo que busca ampliar a previsibilidade e a transparência das contas da autoridade monetária.