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Direita vai às ruas no 7 de setembro com críticas ao STF e pedidos de anistia a presos do 8 de janeiro

Apoiadores de Bolsonaro se manifestam em Brasília, Rio e São Paulo, protestando contra o Supremo Tribunal Federal e pedindo liberdade para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.


Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reúnem no estacionamento da Torre de TV, em Brasília – Foto: Gabriel Garcia/CNN

O 7 de Setembro deste ano foi marcado por protestos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com grandes manifestações da direita em várias capitais brasileiras. Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo foram palco de atos que criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediram anistia para os presos acusados de envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

Na capital federal, o ato bolsonarista atraiu diversas figuras políticas, incluindo os parlamentares Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mario Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Bia Kicis (PL-DF). Durante os discursos, houve críticas pesadas ao STF, especialmente em relação ao julgamento da chamada “trama golpista”, que apura a tentativa de Bolsonaro e seus aliados de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022.

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“Bolsonaro não cometeu nenhum crime. Eleição sem Bolsonaro é golpe”, declarou Mario Frias. A deputada Bia Kicis, por sua vez, afirmou: “Somos a voz do Bolsonaro. Somos o exército da liberdade e justiça.” A manifestação também incluiu a divulgação de um áudio gravado por Michelle Bolsonaro, que chamou atenção para o que consideram perseguição política, e um forte protesto contra as penas impostas aos acusados dos atos de 8 de janeiro. “Idosos foram presos. Débora do Batom e outras pessoas estão sendo condenadas a penas piores que assassinos”, afirmou Frias.

Protestos no Rio de Janeiro e São Paulo

No Rio de Janeiro, a manifestação se concentrou na orla de Copacabana, com a presença de líderes políticos como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL-RJ). Flávio Bolsonaro declarou que o protesto era uma resposta política ao julgamento do STF, reforçando a oposição à atuação da corte no processo sobre as tentativas de desestabilização das eleições de 2022.

Já em São Paulo, apoiadores de Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista, onde também criticaram o Judiciário e pediram a liberdade para os presos pelos ataques aos Três Poderes. O evento foi marcado por bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, e os manifestantes expressaram solidariedade aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, exigindo uma resposta política mais forte contra o que chamam de “perseguição”.

Esses atos ocorrem em um contexto de crescente tensão entre o governo atual e a oposição bolsonarista, especialmente após a recente reviravolta nos tribunais e o andamento dos processos judiciais relacionados aos acontecimentos de janeiro.

Conflitos com o STF e o Processo Eleitoral

As manifestações no 7 de Setembro refletem o contínuo clima de polarização política no Brasil, especialmente em relação ao STF, que tem sido alvo constante de críticas de setores ligados a Bolsonaro. O ex-presidente e seus aliados têm questionado a legitimidade dos processos judiciais em andamento e continuam a defender a anistia para os envolvidos nos episódios de 8 de janeiro, que culminaram na invasão do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e da sede do STF.

Embora o 7 de Setembro seja tradicionalmente uma data de celebração da independência do Brasil, os protestos deste ano evidenciam o aprofundamento da crise política no país, com a direita organizando manifestações públicas de oposição ao governo de Lula e ao sistema de justiça.