
Policiais prendem uma manifestante de 89 anos em um ato de apoio ao grupo Ação Palestina, que foi banido no Reino Unido, na Parliament Square, em Londres – Foto: Chris J. Ratcliffe/AFP
A Polícia Metropolitana de Londres prendeu, 466 pessoas durante um protesto contra a decisão do Reino Unido de banir o grupo Palestine Action (Ação Palestina). Segundo comunicado divulgado no X, 365 participantes foram detidos por apoiar a organização, agora considerada ilegal, e outros sete por delitos diversos, incluindo agressão a policiais.
Entre os detidos está uma mulher de 89 anos, flagrada por fotógrafos sendo escoltada por agentes na Parliament Square. Imagens divulgadas pela Reuters mostram manifestantes usando lenços e bandeiras palestinas, entoando palavras de ordem como “tirem as mãos de Gaza” e exibindo cartazes com frases como “Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Ação Palestina”.
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O grupo foi proibido em julho, após ações de seus membros que incluíram a invasão de uma base da Força Aérea Real britânica e danos a aeronaves, em protesto contra o apoio militar do Reino Unido a Israel. A legislação antiterrorismo prevê até 14 anos de prisão para quem integrar ou apoiar organizações classificadas como ilegais.

Manifestantes no ato de apoio ao grupo Ação Palestina, na Parliament Square, em Londres – Foto: Chris J. Ratcliffe/AFP
A medida é considerada uma das mais rígidas contra movimentos pró-Palestina na Europa desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, quando o Hamas matou cerca de 1,2 mil israelenses e os bombardeios israelenses resultaram em mais de 60 mil mortes palestinas, segundo autoridades locais.
A repressão à manifestação gerou críticas de organizações de direitos humanos. A Amnesty International descreveu as detenções como uma ameaça à liberdade de expressão e ao direito de protesto. Além disso, mais de 350 acadêmicos internacionais assinaram uma carta aberta condenando a medida como uma forma de repressão política.

Huda Ammori é uma das fundadoras da Palestine Action – Foto: Mark Kerrison
Ao fazer isso, os manifestantes violaram uma lei aprovada pelo Parlamento Britânico no início de julho que classificou a Palestine Action como uma organização terrorista e tornou ilegal que qualquer pessoa demonstrasse publicamente apoio a ela.
“Dentro desta multidão, um número significativo de pessoas exibe cartazes expressando apoio à Ação Palestina, que é um grupo proscrito”, disse o Serviço de Polícia Metropolitana no X. “Os policiais se aproximaram e estão efetuando prisões.” Posteriormente, a polícia informou ter prendido 365 pessoas por “apoiar uma organização proscrita”.
Ser membro ou apoiar a Ação Palestina é um crime punível com até 14 anos de prisão, segundo a Lei de Terrorismo de 2000.
A manifestação deste sábado (09) foi organizada por um grupo chamado Defend Our Juries, que convocou as pessoas a comparecerem ao protesto com cartazes expressando apoio à Palestine Action em uma demonstração de desobediência civil.
Apesar da proibição, a mobilização continua, a cofundadora do Palestine Action, Huda Ammori, obteve recentemente o direito de contestar judicialmente a decisão do governo, e novas manifestações estão previstas para setembro.
