Brasil

Covid-19: Brasil registra primeiro caso da variante Ômicron XE


Subvariante foi detectada pelo Instituto Butantan e não há dados se é mais nociva do que as variantes anteriores.

Foi identificado nesta quinta-feira, (7), o caso de mais uma variante do novo coronavírus no Brasil. O Instituto Butantan informou que encontrou uma pessoa infectada com a subvariante denominada XE, que mistura duas modalidades da Ômicron: BA.1 e BA.2.

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O caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde, que divulgou nota anunciando que recebeu a notificação do Instituto Butantan. A pasta acrescentou que “mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da Covid-19. O primeiro caso da XE foi mapeado na cidade de Londres, em janeiro deste ano.

Isso porque as medidas de proteção básicas contra a Covid foram afrouxadas no país inteiro, como o uso de máscaras até mesmo em locais fechados. Isso não significa, porém, que o país verá novamente números enormes de óbitos, por exemplo, principalmente graças às vacinas. Mas existe a possibilidade de aumento de casos, alta na ocupação de leitos e maior afastamento do trabalho, como foi visto durante a expansão da ômicron no fim de 2021 e no começo deste ano.

O Instituto informa que ainda não há evidências suficientes acerca de mudanças, vantagens e desvantagens da circulação da nova variante em aspectos como gravidade, transmissão e eficácia de vacinas já existentes. Nas últimas 24 horas, o Ministério contabilizou 26.502 casos da Covid-19 no país, com 250 mortos. O total de óbitos passa de 660 mil desde o início da pandemia, em março de 2020. Os casos, por sua vez, estão em 30.093.751.

Esta subvariante parece ser 10% mais transmissível do que a BA.2, e mais contagiosa do que todas as variantes anteriores do SARS-CoV-2. Desde que foi descoberta, no Reino Unido, já foi diagnosticada na China, na Tailândia, agora no Brasil, mas a gente não sabe ainda a gravidade desta nova variante e a própria OMS, num relatório, destaca a necessidade de mais estudos — pondera a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel.

Segundo José Eduardo Levi, virologista da rede Dasa e pesquisador do Laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical, da faculdade de medicina da USP, em geral, as recombinações não significam que “monstrinhos” foram criados e não trazem preocupação no momento.

“Hoje todas essas variantes têm um campo muito fértil para se disseminar”, diz Spilki.

Fonte: Portal CINCO