Energia limpa, como a eólica, é chave para emissões zero. Estudo da Comissão Econômica da Europa, Unece, revela que ações ousadas e sustentadas têm de começar agora para maximizar uso de tecnologias de baixo e zero carbono; relatório Caminho para a Neutralidade na Europa, América do Norte e Ásia Central antecede realização da COP27, no Egito.
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Apesar de crises energéticas e desafios internacionais, o mundo ainda tem como alcançar a neutralidade em carbono se tomar as providências certas.
Esta é a conclusão de um relatório da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, Unece, divulgado nesta segunda-feira.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro anunciou, durante seu discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima em 2021, que o Brasil buscará atingir a neutralidade de carbono até 2050, antecipando em dez anos o compromisso ambiental firmado anteriormente. O compromisso coincide com o mesmo feito por Joe Biden com os Estados Unidos.

Investimento considera atrasos eventuais
O documento reflete a opinião de peritos internacionais e estatísticos da Europa, da América do Norte e Ásia Central e lista uma série de soluções políticas e de tecnologia para a região alcançar a neutralidade em carbono até 2050.
O estudo revela que o investimento em energia com base numa porcentagem do Produto Interno Bruto, PIB, terá de subir de 1,24% em 2020 para 2,05% por ano de 2025 a 2050.
Isso valoriza o montante necessário entre US$ 44,8 trilhões e 47,3 trilhões até 2050 considerando qualquer atraso adicional na tomada de ações.
Temperaturas extremas causam estragos caros
Um dos exemplos são os custos de eventos causados por temperaturas extremas, registrados neste verão e durante os últimos anos. A falta de ação custa muito mais para a sociedade.
A secretária-executiva da Comissão Econômica para a Europa, Unece, afirma que a falta de ação é uma escolha política que levará a desafios ainda maiores no futuro. Olga Algayerova acredita que apenas ações imediatas e sustentadas podem descarbonizar a energia para evitar um desastre climático.
O relatório apresentado é um lembrete sombrio de que o aumento de investimento em combustíveis fósseis é uma ilusão a partir do momento em que tecnologias de baixo e zero carbono estão disponíveis.
A comissão da Organização das Nações Unidas afirma que os governos precisam abraçar as políticas de apoio à neutralidade em carbono criando formas de financiar uma transição justa para sistemas energéticos neutros em carbono.
Atualmente, mais de 80% do mix de energia primária em países cobertos pela Unece é baseado em combustíveis fósseis. Os modelos climáticos indicam que as ações nacionais, no momento, e os alvos internacionais do Acordo e Paris e da COP26 falham na neutralidade em carbono e na meta de manter a temperatura global em até 2ºCelsius.
Redação: Portal CINCO


