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Pesquisadora brasileira morre atropelada em Lisboa; família arrecada R$ 120 mil para traslado do corpo

Flávia Vasconcelos de Mello era doutora em ecologia pela UFRJ e atuava como pesquisadora em instituto português. Atropelamento da brasileira Flávia Vasconcelos foi em rua com limite de 40 km/h. O nome e o que aconteceu com o motorista que atropelou Flávia ainda não foi revelado.


O atropelamento da bióloga brasileira, doutorada em ecologia Flávia Vasconcelos de Mello, de 36 anos que resultou em morte ocorreu cerca das 20h30, de quinta-feira. “Foi na Rua Snu Abecasis, na segunda faixa de pedestres”, conta L. M., testemunha do acidente. A rua, no Lumiar, tem apenas 300 metros de comprimento e seu limite de velocidade é 40 quilômetros por hora.

A bióloga brasileira Flávia Vasconcelos, vítima de atropelamento em Lisboa – Foto: Reprodução

A cientista brasileira Flávia Vasconcelos de Mello, de 38 anos, morreu após ser atropelada por um carro em Lisboa, Portugal, na última quinta-feira (25). Doutora em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Flávia realizava um pós-doutorado no Instituto Português do Mar e da Atmosfera, pelo Centro de Ciências do Mar e do Meio Ambiente (Mare).

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Segundo o jornal português Público, o acidente ocorreu na Rua Snu Abecassis, na região do Lumiar, enquanto a pesquisadora atravessava a faixa de pedestres. Testemunhas relataram que médicos que residem nas proximidades tentaram prestar socorro, mas Flávia não resistiu aos ferimentos, mesmo após tentativas de reanimação feitas por uma equipe de emergência.

Abalada com a tragédia, a família organizou uma campanha online para arrecadar fundos destinados ao traslado do corpo para o Brasil. A mobilização foi bem-sucedida e arrecadou cerca de R$ 122 mil. O valor será utilizado também para custear as passagens aéreas dos pais e das irmãs da pesquisadora, que viajaram a Lisboa para acompanhar os trâmites legais.

O velório de Flávia deverá ocorrer no Rio de Janeiro, onde a cientista nasceu e desenvolveu grande parte de sua carreira acadêmica. Ela era graduada em Ciências Biológicas e possuía mestrado e doutorado em Ecologia, todos pela UFRJ.

O centro de pesquisa Mare, onde Flávia atuava, divulgou nota de pesar destacando sua importância para a comunidade científica:

“A sua dedicação, competência e espírito colaborativo marcaram profundamente colegas e estudantes, deixando um legado de ciência e amizade que permanecerá entre nós. Será sempre lembrada por sua energia contagiante, pela alegria de viver e pelo humor inconfundível”.

Nas redes sociais, Yago Bezerra, namorado de Flávia, publicou homenagens emocionadas. Os dois viviam juntos em Lisboa.

“Muito obrigado por cada segundo que vivi com você, você me ensinou tudo. Só esqueceu de me ensinar a ficar sem você”, escreveu.