Internacional

Zelensky assina pedido para entrada da Ucrânia na União Europeia


O presidente ucraniano pediu uma adesão imediata sob um novo procedimento especial

Em meio a guerra que a Ucrânia está enfrentando e a uma reunião com a Rússia de cessar-fogo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou nesta segunda-feira, 28, uma solicitação para que seu país ingresse na União Europeia. “É um momento histórico”, disse o Parlamento ucraniano no Telegram, um aplicativo de mensagens. Por meio de um vídeo, Zelensky, fez um pedido à UE “fazemos um apelo à União Europeia para a adesão imediata da Ucrânia sob um novo procedimento especial”.

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A guerra entre os dois países já está no quinto dia e já há mais de meio milhão de refugiados. O desejo dos ucranianos de ingressar na União Europeia na Otan é antigo e essa é a principal razão alegada pela Rússia para o motivo da invasão. “Os ucranianos há muito tempo têm mostrado que somos uma parte inalienável da comunidade europeia. Chegou a hora de selar no papel”, disse o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal.

Vários países da União Europeia estão enviando ajuda para a Ucrânia de defender dos ataques russo, inclusive alguns tomaram decisões históricas de enviar armamentos. No domingo, 27, a a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou a dizer que a Ucrânia é “um de nós, e a queremos conosco”, contudo não deu uma decisão definitiva sobre o ingresso deles na União Europeia. A Comissão leva “de 15 a 18 meses” para emitir uma opinião sobre a concessão do status de candidato, mas “este período pode ser mais longo ou mais curto, dependendo de considerações políticas”, disseram hoje fontes da UE, ressaltando que a indignação dos países membros pela agressão russa sem precedentes e a mobilização da opinião pública também vão determinar a resposta do bloco.

Entenda o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da última quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país

Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência)

De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos. A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito. A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

Uma nova rodada de conversa ainda não tem data para acontecer, de acordo com uma agência de notícias russa. O encontro durou cerca de cinco horas.

A agência de notícias russa Tass, citando fontes ucranianas, afirmou que as delegações vão fazer consultas aos respectivos governos antes de agendar uma nova rodada de negociações.

Fonte: Portal CINCO