Esporte

Qatar está impondo sentenças de prisão para quem acena com a bandeira LGBTQ na Copa do Mundo


“Quem levantar a bandeira LGBT no Mundial de Futebol do Qatar vai ficar preso por 7 a 11 anos”, alerta-se nas redes sociais.

Presidente do Comité Organizador da Copa do Mundo da FIFA no Qatar, Nasser Al-Khater:Quem levantar a bandeira LGBT na Copa do Mundo vai ficar preso por 7 a 11 anos. Estamos aqui num país islâmico, você deve respeitar a nossa religião, crenças e cultura’, lê-se num dos posts (e tweets) que difundem a declaração de Al-Khater, CEO da QSI (Qatar Sports Investments).

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No Campeonato do Mundo de Futebol que se vai realizar no Qatar. Por cá, assiste-se ao circo de orgulho LGBT, isto merece reflexão.”

Grupos LGBTQ+ foram advertidos contra levantar bandeiras do arco-íris ou protestar por seus direitos durante a Copa do Mundo de 2022 no Catar. 

De acordo com o major-general Abdulaziz Abdullah Al Ansari, bandeiras de arco-íris podem ser apreendidas para evitar que eles enfrentem ataques. Ele acrescentou que a segurança dos grupos gays que tentam se manifestar nas arquibancadas durante a Copa do Mundo não pode ser garantida, disse o diretor do Departamento de Cooperação Internacional e presidente do Comitê Nacional de Contraterrorismo do Ministério do Interior.

https://twitter.com/damadanoite14/status/1514450984235421696?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1514450984235421696%7Ctwgr%5E588de54333922545972cc574adbf15042540f6cd%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fsportsbrief.com%2Ffootball%2F15347-qatar-sends-warning-lgbt-groups-2022-world-cup%2F

“Porque se não for eu, alguém ao redor dele pode atacá-lo. Não posso garantir o comportamento de todo o povo. E direi a ele:‘Por favor, não há necessidade de levantar essa bandeira neste momento.’

Preocupações foram levantadas por grupos pró-LGBTQIAP+ desde que o Qatar recebeu o direito de sediar a Copa do Mundo.

Al Ansari, no entanto, insiste que pessoas de todas as orientações sexuais são bem-vindas ao Qatar, mas advertiu contra a exibição pública de ações que não são aceitáveis ​​no país árabe.

“Você quer demonstrar sua visão sobre a situação (LGBTQ), demonstrá-la em uma sociedade onde ela será aceita”, acrescentou. “Percebemos que esse homem conseguiu o ingresso, vem aqui para assistir ao jogo, não para demonstrar, um ato político ou algo que está na cabeça dele.”

Redação Portal CINCO