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Peru fecha entrada para Machu Picchu por protestos contra o governo

Machu Picchu, o principal ponto turístico do Peru foi fechado em meio a protestos antigovernamentais, informa o Ministério da Cultura neste sábado (21), com centenas de turistas presos perto da cidadela inca em meio aos distúrbios.


Peru fechou neste sábado, por tempo indeterminado, o ingresso à cidadela inca de Machu Picchu, joia turística do país, alegando motivos de segurança, dada a dimensão dos protestos pela renúncia da presidente Dina Boluarte, que já deixou 46 mortos.

Ponto turístico do Peru é fechado por conta das manifestações

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Foto: reprodução

As autoridades anunciaram neste sábado que mais um manifestante morreu após manifestações no sul do país, com a vítima chegando sem vida ao hospital local na cidade de Puno.

Antes do fechamento de Machu Picchu, os serviços ferroviários para o local já haviam sido suspensos devido aos danos causados ​​pelos manifestantes. 

Pelo menos 400 pessoas, incluindo 300 estrangeiros, estão retidas ao pé do local, na cidade de Aguas Calientes, e implorando para serem evacuadas.

“Determinou-se o fechamento de rede de trilhas incas e da llaqta (cidadela) de Machu Picchu, ante a conjuntura social e para salvaguardar a integridade dos visitantes”, informou o Ministério da Cultura, em um comunicado, acrescentando que a medida ficará em vigor “até novo aviso”.

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Presidente do Peru, Dina Boluarte – Foto: Reuters

Durante a semana, a presidente do Peru, Dina Boluarte, afirmou em um pronunciamento nacional que o governo permanece firme após as manifestações nacionais. No discurso, ela pediu o diálogo, disse que a violência “não ficará impune” e acusou os manifestantes de não terem “agenda social”. “Buscam quebrar o Estado de Direito, gerar o caos e a desordem e tomar o poder”, declarou. “Ao povo peruano, aos que querem trabalhar em paz e aos que geram atos de protesto, digo: não me cansarei de chamá-los ao bom diálogo, dizendo-lhes que trabalhem pelo país”, pontuou Boluarte.

Além de exigirem a renúncia de Dina Boluarte, os manifestantes também protestaram contra as mortes de peruanos durante os atos. O Ministério Público peruano investiga a presidente por genocídio devido às repressão registrada nos protestos, iniciados após a destituição e prisão do ex-presidente Pedro Castillo por tentativa de golpe de Estado, em dezembro. A presidente, no entanto, culpou os manifestantes e disse que eles instigam a polícia a agir.

Com informações do France24