“Higgs faleceu pacificamente em casa nesta segunda-feira, 8 de abril, após uma breve doença”, disse em comunicado a universidade escocesa , onde foi professor por quase cinco décadas.
Chamavam-no de “um grande professor e mentor, inspirando gerações de jovens cientistas”.
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“Sua família pediu que a mídia e o público respeitassem sua privacidade neste momento”, acrescentou a universidade.
Higgs utilizou um trabalho teórico inovador para ajudar a explicar como o Universo tem massa, resolvendo assim um dos maiores enigmas da física e lhe valendo um lugar ao lado de Albert Einstein e Max Planck nos livros didáticos.

Se não fosse pelo bóson de Higgs, as partículas fundamentais que constituem tudo, desde um grão de areia até pessoas, planetas e galáxias, viajariam através do Cosmos à velocidade da luz, e o Universo não teria se ‘coagulado’ para formar matéria – Foto: reprodução
Na década de 1960, ele formulou uma teoria revolucionária sobre a própria composição dos átomos e do próprio universo. Mas a ciência só conseguiu confirmá-la em 2012, em um experimento dentro de um acelerador de partículas na região de fronteira da França com a Suíça. Foi isso que valeu o Prêmio Nobel para Peter Higgs.
Na escola, a gente aprendeu que os átomos são compostos de elétrons, prótons e nêutrons. Mas prótons e nêutrons são compostos de 17 partículas chamadas de fundamentais. A existência da 17ª partícula foi Peter Higgs que previu.
Sua teoria de 1964 de uma partícula doadora de massa, que ficou conhecida como bóson de Higgs ou “partícula de Deus”, rendeu a ele e ao físico belga François Englert o Prêmio Nobel de Física de 2013 .
Isto seguiu-se a experiências no Grande Colisor de Hádrons da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), que finalmente confirmaram a teoria no ano anterior, quase meio século depois.
“Peter Higgs foi um indivíduo notável – um cientista verdadeiramente talentoso cuja visão e imaginação enriqueceram o nosso conhecimento do mundo que nos rodeia”, disse Peter Mathieson, vice-chanceler da Universidade de Edimburgo.
“Seu trabalho pioneiro motivou milhares de cientistas e seu legado continuará a inspirar muitos mais nas gerações vindouras.”
Com informações da AFP
