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Protestos em massa contra Donald Trump tomam cidades dos EUA em meio a críticas globais e guerra no Irã

Movimento “No Kings” mobiliza milhões em todos os estados americanos, impulsionado por denúncias de autoritarismo, política migratória e escalada militar no Oriente Médio


Multidão se reúne na Times Square, em Nova York para protesto do movimento No Kings – 28-03-2026 — Foto: CHARLY TRIBALLEAU/AFP

Uma nova onda de protestos de grande escala tomou as ruas dos Estados Unidos neste sábado (28), reunindo milhões de pessoas em atos contra o presidente Donald Trump. As manifestações, organizadas pelo movimento “No Kings” (“Sem Reis”), ocorreram simultaneamente nos 50 estados e somaram mais de 3.100 eventos, segundo organizadores.

Em Nova York, uma multidão ocupou a região da Times Square, enquanto protestos também foram registrados em Washington e outras grandes cidades. Cartazes com frases como “Chega de reis” e “A mudança começa em casa” marcaram o tom das manifestações.

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Analistas ouvidos por veículos internacionais apontam que os atos refletem preocupações crescentes com o que consideram sinais de autoritarismo no governo Trump, incluindo o uso recorrente de decretos, pressões sobre instituições e políticas migratórias mais duras.

Minnesota concentra maiores atos e críticas ao governo

Manifestantes se reúnem em Minnesota para protestar contra Donald Trump como parte do movimento No Kings – 28-03-2026 — Foto: KEREM YUCEL/AFP

O estado de Minnesota foi o principal epicentro dos protestos, com grandes concentrações na capital St. Paul. A mobilização foi intensificada após episódios recentes envolvendo mortes ligadas a operações do serviço de imigração dos EUA.

O músico Bruce Springsteen participou de um dos atos e fez duras críticas ao governo. Durante sua apresentação, ele apresentou a música “Streets of Minneapolis”, criada em resposta aos episódios recentes no estado.

Guerra no Irã amplia insatisfação interna

Outro fator central para a mobilização foi a escalada militar envolvendo os EUA e o Irã, em operação coordenada com Israel. A ofensiva tem gerado críticas internacionais, especialmente pela falta de clareza sobre seus objetivos e pelo aumento de baixas entre militares americanos.

Segundo análises publicadas por jornais como The New York Times e The Guardian, o conflito contribuiu para a queda na popularidade de Trump e aprofundou a polarização política no país.

Protestos também atingem Europa

Manifestantes marcham contra o extremismo de Park Lane até Trafalgar Square, organizados pela Together Alliance, uma coligação de sindicatos e grupos da sociedade civil, em Londres, Grã-Bretanha – 28-03-2026 – Foto: Hannah McKay/REUTERS

A insatisfação política não se limitou aos Estados Unidos. Em Reino Unido, cerca de 50 mil pessoas participaram de uma marcha em Londres contra o avanço da direita política.

A mobilização, organizada por uma coalizão de sindicatos e grupos civis, teve como alvo o partido Reform UK, liderado por Nigel Farage, que vem ganhando força nas pesquisas eleitorais.

Manifestantes também exibiram bandeiras pró-Palestina e críticas a políticas anti-imigração. A polícia britânica informou a prisão de 25 pessoas durante os atos, que ocorreram paralelamente a protestos relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Cenário de polarização global

Nos EUA, o movimento Make America Great Again (MAGA) segue mobilizando apoiadores do presidente, evidenciando uma divisão política profunda. Já opositores denunciam retrocessos democráticos e aumento do discurso nacionalista.

Especialistas avaliam que tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, os protestos refletem um cenário mais amplo de tensão política, crescimento de movimentos populistas e reação de setores da sociedade civil — indicando um momento de instabilidade e reconfiguração no cenário político global.

Reação de Donald Trump

Donald Trump reagiu às manifestações anti-autoritarismo de 2025 nos EUA, que reuniram milhares, publicando vídeos gerados por IA em suas redes sociais. Em um dos vídeos, Trump aparece coroado e pilotando um caça, ironizando as críticas de que agia como um “rei”, enquanto aumentava a pressão contra protestos.