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Oriente Médio

Israel barra Patriarca de Jerusalém e impede missa no Santo Sepulcro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou hoje questões de segurança para justificar a decisão da polícia de impedir o Patriarca Pizzaballa de entrar na Igreja do Santo Sepulcro. A decisão gerou reação internacional e críticas da Igreja Católica.


O governo de Israel impediu, neste domingo (29), a entrada do Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, impossibilitando a celebração da missa do Domingo de Ramos — fato considerado inédito há séculos.

A decisão foi justificada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que alegou preocupações com a segurança diante da escalada do conflito envolvendo Israel, Irã e forças aliadas na região.

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Segundo o governo israelense, os principais locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém permanecem fechados devido ao cenário de guerra. Entre eles estão o Monte do Templo, o Muro das Lamentações e a Igreja do Santo Sepulcro, considerados sagrados para muçulmanos, judeus e cristãos, respectivamente.

A Basílica do Santo Sepulcro também conhecida como Igreja da Ressurreição, é um templo cristão localizado no Bairro Cristão da Cidade Antiga de Jerusalém – Foto: Reprodução

Em publicação nas redes sociais, Netanyahu afirmou que a polícia agiu “com particular preocupação com a segurança” do Patriarca, negando qualquer intenção de desrespeito religioso. O governo também informou que trabalha em um plano para permitir a retomada das celebrações nos próximos dias.

No entanto, o Patriarcado Latino de Jerusalém contestou a medida. Em comunicado conjunto com a Custódia da Terra Santa, a instituição afirmou que tanto Pizzaballa quanto um padre foram barrados enquanto se deslocavam de forma privada para a celebração.

“Pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos”, destacou a nota, classificando o episódio como um “grave precedente” e uma demonstração de desrespeito à fé de milhões de cristãos ao redor do mundo.

A restrição ocorre em meio ao agravamento do conflito regional. Desde o início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro, Israel tem adotado medidas rigorosas de segurança, incluindo a proibição de grandes aglomerações religiosas e a limitação de reuniões públicas.

A decisão também repercutiu internacionalmente. O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a ação das autoridades israelenses e alertou para um “preocupante aumento das violações ao estatuto dos lugares santos de Jerusalém”.

O episódio amplia a tensão não apenas no campo militar, mas também no religioso e diplomático, ao atingir diretamente um dos locais mais simbólicos do cristianismo em um dos períodos mais importantes do calendário litúrgico.