Segundo o The Jerusalem Post, pouco antes da libertação, a organização fornecia alimentos nutritivos e estimulantes

As ex-reféns Karina Ariev, Liri Albag, Daniella Gilboa e Naama Levy com suas famílias – Foto: Porta-voz da IDF
O Hamas teria implementado um processo de “reabilitação acelerada” para os reféns antes de sua libertação. A organização terrorista, de acordo com um relatório produzido pela rede israelense N12, fornece aos reféns alimentos nutritivos e estimulantes pouco antes de sua libertação para criar a impressão de que eles foram bem tratados durante o cativeiro.
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Essa prática veio à tona em meio à liberação gradual de reféns em andamento. O relatório afirma que o Hamas garante que os reféns pareçam enérgicos e em boas condições ao retornarem a Israel. No entanto, depoimentos de mulheres recentemente libertadas pintam um quadro totalmente diferente de seu cativeiro.
Detalhes do cativeiro
Reféns libertados disseram às autoridades israelenses, de acordo com a N12, que beberam água do mar e comeram apenas pão e arroz. Outros revelaram que foram mantidos em condições severas, incluindo túneis subterrâneos e gaiolas.
A N12 observou que as medidas de pré-libertação são parte dos esforços do Hamas para influenciar a percepção pública sobre o tratamento dado aos reféns.
Quatro reféns – Karina Ariev, Liri Albag, Daniella Gilboa e Naama Levy – foram libertados do cativeiro do Hamas no sábado. Além disso, Emily Damari, Romi Gonen e Doron Steinbrecher foram libertados do Sheba Medical Center após uma semana de exames médicos após seu retorno para casa.
Quatro reféns libertadas

Reféns israelenses acenam para uma multidão de palestinos antes da libertação ladeadas pelos seus raptores – Foto: AP
O Hamas soltou neste sábado, dia 25 de janeiro, quatro soldados israelenses que estavam presos em Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
É a segunda “leva” de israelenses libertados desde o acordo de pausa nos combates entre a milícia terrorista e o Estado judeu, negociado com ajuda internacional massiva, incluindo a do presidente Trump.
Depois de 477 dias mantidas em cativeiro, as militares Daniella Gilboa, Karina Ariev, Liri Albag e Naamã Levy, cujas idades variavam entre 19 e 20 anos, foram entregues à Cruz Vermelha.
Hamas organiza cerimônia humilhantes para Israel
A milícia organizou uma cerimônia na Cidade de Gaza para a “devolução das reféns”.
As jovens mulheres foram levadas por guardas armados até um palco na Praça Palestina.
Lá, tiveram que sorrir e acenar para uma multidão, usando suas fardas militares e balaclavas.
No fundo do palco, faixas e lonas mostravam mensagens como: “O sionismo não vencerá”, “Os lutadores palestinos pela liberdade serão vitoriosos”, “A vitória dos oprimidos contra o sionismo nazista” e “Gaza é o cemitério dos sionistas criminosos”.
Além disso, tiveram que afirmar que foram bem tratadas durante o cativeiro.
No centro do palco, um membro do Hamas com o rosto coberto e um representante da Cruz Vermelha assinaram papéis.
Essa formalidade não aconteceu na semana passada, quando as primeiras reféns foram simplesmente transferidas de um carro para outro.
Israel acusa o Hamas de descumprir acordo de cessar-fogo
Daniel Hagari, porta-voz do Exército israelense, afirmou no sábado, 25 de janeiro, que o “Hamas falhou em cumprir suas obrigações” do acordo de cessar-fogo. Segundo ele, o grupo terrorista não libertou uma civil que deveria ter sido solta ontem.
Segundo informações obtidas pelo gabinete de Netanyahu, Arbel Yehud, de 29 anos, está viva.
A milícia terrorista afirmou que uma falha técnica impossibilitou a soltura de Yehud.
Israel entregou 200 reféns palestinos em troca das quatro prisioneiras de Israel. Anteriormente, já havia entregue 90 palestinos em troca de três civis israelenses.
Benjamin Netanyahu afirmou que não irá permitir que os palestinos voltem à Faixa de Gaza até que a situação se resolva.
O porta-voz do Hamas, por sua vez, afirmou que essa determinação atrasa os termos do acordo para a interrupção do conflito.
Com agências
