A doleira Nelma Kodama foi presa na manhã desta terça-feira (19), em Portugal , durante uma operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional.
A apuração teve início após agentes apreenderem mais de 500 quilos da droga escondidos na fuselagem de um jato português que pousou na Bahia.
Continua depois da Publicidade
Em março de 2014, Nelma foi presa em São Paulo na primeira fase da extinta Operação Lava-Jato quando tentava embarcar para Milão, na Itália, com 200 mil euros escondidos na calcinha. Segundo a PF, ela agia como doleira do tráfico entre Portugal e Brasil. O advogado de Kodama, Adib Abdouni, informou que vai entrar com um pedido de relaxamento da prisão.
Ao todo, os agentes da Operação Descobrimento cumprem 46 ordens de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva nos dois países. No Brasil, as diligências são realizadas nos Estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Já em Portugal, a polícia vasculha três endereços e executa duas ordens de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.
Histórico
A doleira já havia sido presa anteriormente em março de 2014, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos/Cumbica. Na ocasião, ela tentava embarcar para Milão, na Itália, com 200 mil euros escondidos na calcinha.
Em julho de 2017, Nelma publicou uma foto em seu perfil no Instagram com vestido vermelho, sapato Chanel e a tornozeleira eletrônica. Ela teve extinta sua pena de 15 anos de prisão que havia sido decretada na Operação Lava Jato, graças ao indulto natalino concedido no final do ano pelo ex-presidente Michel Temer (MDB-SP).
Na época da Operação Lava Jato, Nelma foi acusada de atuar em parceria com Alberto Youssef em um esquema de lavagem de dinheiro.
Redação Portal CINCO
