
Após celebrar publicamente a morte de Charlie Kirk, influenciador que faleceu nesta quarta-feira (10) nos EUA, a atitude inaceitável de Drew Harrison recebeu uma resposta brutal da Sony Interactive Entertainment no seu desligamento da Sucker Punch Productions, de forma oficial – Foto: Reprodução
A Sucker Punch Productions, estúdio responsável pelo aguardado Ghost of Yotei, se viu no centro de uma polêmica logo antes do lançamento do jogo. Drew Harrison, artista sênior de personagens, foi demitida após fazer uma piada nas redes sociais sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros em um evento na Universidade de Utah Valley, na última quarta-feira (11).
Em uma publicação na rede social Bluesky, Harrison ironizou o assassinato de Kirk com a frase: “Espero que o atirador tivesse o nome ‘Mario’, para que Luigi soubesse que seu irmão o protegia”. A postagem rapidamente viralizou, gerando indignação nas redes sociais e levando a críticas à desenvolvedora, com alguns usuários pedindo boicote ao novo jogo da empresa.
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Poucas horas depois, Harrison fez uma publicação lamentando a perda do “emprego dos sonhos” na Sucker Punch, mas afirmou que “faria tudo de novo”. No LinkedIn, a artista já atualizou seu perfil, confirmando sua saída do estúdio. Até o momento, nem a Sony nem a Sucker Punch se pronunciaram oficialmente sobre a demissão.
Expectativa para o lançamento de Ghost of Yotei
Apesar da polêmica, os fãs de Ghost of Yotei seguem aguardando o lançamento do jogo, que está confirmado para o dia 2 de outubro de 2025, como um exclusivo para PlayStation 5. Embora não haja confirmação oficial, é possível que, assim como outros títulos do estúdio, o jogo também chegue a PC no futuro.
O caso envolvendo Drew Harrison e a discussão sobre videogames e política refletem como a indústria de jogos continua sendo um terreno fértil para debates acalorados. Enquanto isso, os fãs da Sucker Punch esperam ansiosos pelo lançamento de mais uma grande aventura no universo dos jogos.
Outro caso sobre o mesmo assunto: DC Comics cancela série de quadrinhos
A DC Comics decidiu descontinuar a série “Red Hood”, lançada recentemente, após comentários polêmicos feitos pela autora Gretchen Felker-Martin sobre a morte de Charlie Kirk.
Kirk, ativista conservador e aliado do ex-presidente Donald Trump, foi baleado e morto durante um evento em Utah, na quarta-feira (10). A morte gerou uma onda de reações nas redes sociais, e Felker-Martin, conhecida por se identificar como pessoa transgênero, fez postagens controversas sobre o incidente. Embora já excluídas, as publicações foram registradas em capturas de tela e rapidamente se espalharam. Em um dos posts, ela teria escrito: “Espero que a bala esteja bem” e se referido a Kirk como uma “cadela nazista”, dado seu histórico de críticas ferozes aos direitos das pessoas trans.

A DC Comics cancelou a recém-lançada série de quadrinhos “Red Hood” – Foto: Reprodução
Em resposta à polêmica, a DC Comics emitiu um comunicado na quinta-feira (11), destacando seu compromisso com a diversidade e com o respeito à comunidade. “Na DC Comics, valorizamos nossos criadores e a comunidade e defendemos a expressão pacífica de pontos de vista. No entanto, postagens ou comentários públicos que incentivam hostilidade ou violência são incompatíveis com os padrões de conduta da empresa”, afirmou um porta-voz.
A série “Red Hood”, que é estrelada por Jason Todd (personagem que adota o nome de Capuz Vermelho em Gotham City, universo do Batman), foi lançada nas lojas de quadrinhos no mesmo dia da morte de Kirk. A DC tinha planos de lançar novas edições até junho de 2026, mas após a repercussão dos comentários de Felker-Martin, a série foi oficialmente cancelada.

Felker-Martin, conhecida por se identificar como pessoa transgênero, fez postagens controversas sobre o assassinato de Charlie Kirk – Foto: Reprodução
O assassinato de Charlie Kirk gerou condenações de diversas figuras políticas, com Donald Trump chamando o incidente de um “momento sombrio para a América”. Kirk era amplamente reconhecido por seu trabalho em mobilizar o voto jovem durante as campanhas de Trump.
A DC Comics ainda não se manifestou sobre o futuro dos envolvidos, incluindo Felker-Martin e o artista Jeff Spokes, responsável pela arte da série.
Quem era Charlie Kirk?
Charlie Kirk era um ativista de extrema-direita, aliado do ex-presidente Donald Trump e fundador do grupo conservador Turning Point USA. Com forte presença nas redes sociais, onde liderava discussões sobre política e conservadorismo, Kirk foi morto enquanto discursava em um evento universitário. Ele foi atingido por um disparo no pescoço enquanto respondia a uma pergunta sobre tiroteios em massa.

O fundador da Turning Point USA, Charlie Kirk, deixa a esposa, Erika, e dois filhos. (Charlie Kirk via Instagram)
Repercussões e debates políticos
A morte de Kirk e os comentários de Drew Harrison ocorreram em um momento de crescente debate nos Estados Unidos sobre a relação entre violência armada, videogames e comportamento jovem. O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., gerou polêmica ao sugerir que o aumento de tiroteios pode estar relacionado ao tempo de tela dos jovens, em vez de apenas ao fácil acesso a armas.
