“(Esta) manhã outro terremoto aconteceu em Paktika, no distrito de Gayan, segundo informações primárias… cinco morreram”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Sharafat Zaman.

Sem suprimentos médicos
O Afeganistão não tem suprimentos médicos para tratar os feridos em um terremoto que matou mais de 1.000 pessoas esta semana, disse uma autoridade de alto escalão, enquanto um tremor secundário nesta sexta-feira (23) matou mais cinco pessoas.
As autoridades encerraram mais cedo uma busca em montanhas remotas do sudeste por sobreviventes do terremoto de magnitude 6,1 que atingiu na quarta-feira perto da fronteira com o Paquistão, cerca de 160 quilômetros a sudeste de Cabul, a capital.
O tremor desta sexta-feira (23) quase exatamente no mesmo local, foi de magnitude 4,3, disse o Serviço Geológico dos EUA. Um funcionário do Ministério da Saúde disse que matou cinco pessoas, mas não havia informações imediatas sobre a extensão dos novos danos e ferimentos.
Um total de 1.036 pessoas foram confirmadas como mortas, informou a Organização das Nações Unidas. Cerca de 2.000 pessoas ficaram feridas e 10.000 casas parcial ou totalmente destruídas no terremoto de quarta-feira, disse à Reuters Mohammad Nassim Haqqani, porta-voz do ministério de desastres do Afeganistão.
“O ministério da saúde não tem medicamentos suficientes”, disse ele. “Precisamos de ajuda médica e outras necessidades porque é um grande desastre.”
O epicentro do terremoto foi em uma região de montanhas áridas pontilhada de pequenos assentamentos que muitas vezes foi palco de confrontos durante décadas de guerra no Afeganistão.
As comunicações precárias e apenas estradas muito básicas dificultaram os esforços de socorro em um país que enfrenta uma crise humanitária que se deteriorou acentuadamente depois que o Taleban assumiu o poder em agosto passado, quando as forças internacionais lideradas pelos EUA se retiraram.
Teste Taliban
O desastre é um grande teste para os governantes islâmicos da linha dura, que foram amplamente isolados, evitados por muitos por causa de preocupações com os direitos humanos e cortados de grande parte da assistência internacional direta por causa das sanções.

Países como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Emirados Árabes Unidos disseram que planejam enviar ajuda. Suprimentos do Paquistão já cruzaram a fronteira.
Redação Portal CINCO