
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, minimizou a divulgação nas redes sociais do presidente norte-americano Donald Trump de imagens com conotação racista envolvendo o casal Obama. A Casa Branca retirou a montagem do ar e alegou o erro de um funcionário – Foto: Evan Vucci/AP
A Casa Branca apagou nesta sexta-feira (6) um vídeo com conotação racista que retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. A publicação havia sido compartilhada na conta de Donald Trump na rede Truth Social e permaneceu disponível por aproximadamente 12 horas, gerando forte repercussão negativa.
Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, minimizou o episódio e acusou a imprensa de promover uma “indignação falsa”. Em nota enviada à AFP, afirmou que se tratava de um trecho de um vídeo satírico que mostraria Trump como “rei da selva” e líderes democratas como personagens do filme O Rei Leão.
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O conteúdo, no entanto, foi amplamente criticado após destacar especificamente o casal Obama em uma representação considerada ofensiva e racista. O vídeo original foi criado pela conta pró-Trump @xerias_x e já havia circulado em sites de extrema direita antes de ser republicado pelo presidente.
Diante da reação negativa — inclusive entre aliados republicanos —, a Casa Branca recuou. Um alto funcionário do Executivo declarou à AFP que a publicação ocorreu “por engano”, atribuída a um funcionário responsável pela gestão da conta, e confirmou que o material foi removido. Não foram fornecidos detalhes adicionais sobre o controle das redes sociais do presidente.
A indignação ultrapassou linhas partidárias. O senador republicano Tim Scott, único negro no Senado dos Estados Unidos, classificou o vídeo como “a coisa mais racista” já associada à Casa Branca e pediu sua retirada imediata. Outros parlamentares conservadores também consideraram o conteúdo “inaceitável” e defenderam um pedido público de desculpas.
Entre democratas, as reações foram ainda mais duras. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que Trump demonstra um comportamento “ignóbil e perturbador”. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também condenou o episódio, classificando-o como “indefensável”.
Donald Trump mantém uma relação marcada por ataques frequentes a Barack Obama. Em 2025, chegou a divulgar um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava o ex-presidente sendo preso. Durante sua campanha e atual mandato, Trump tem sido alvo de críticas recorrentes por declarações e conteúdos considerados racistas ou discriminatórios.
Com informações de agências internacionais.
