O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um momento de tensão nos bastidores diante do protagonismo e das decisões de Alexandre de Moraes. Segundo informações publicadas pela imprensa, ministros e assessores têm manifestado preocupação, especialmente após as sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky — que, até o momento, atingiram diretamente apenas Moraes.
Na tentativa de entender o impacto das medidas, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes teriam se reunido com banqueiros, que alertaram sobre a impossibilidade de driblar a legislação americana sem riscos de isolamento do sistema financeiro internacional. A ideia de declarar que a lei não se aplicaria ao Brasil foi, assim, descartada.
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Outro episódio revelado é que Luís Roberto Barroso recomendou ao filho, ex-diretor associado do BTG em Miami, que não retornasse aos EUA após férias na Europa, diante da incerteza sobre a validade de seu visto.
Nos bastidores, ministros teriam enviado recados públicos a Moraes, sugerindo moderação, especialmente no caso que envolve a chamada “trama golpista” e a prisão de Jair Bolsonaro — medida que, segundo reportagens, gerou irritação interna e isolamento político do magistrado.
Apesar das advertências veladas de colegas como Gilmar Mendes e Barroso, Moraes teria deixado claro que não pretende recuar. Fontes indicam que parte dos ministros teme confrontá-lo abertamente, seja para evitar a percepção de que o STF cede a pressões externas, seja por receio da postura firme e personalidade do colega.
O quadro, segundo analistas políticos, evidencia que, após anos acumulando poder, Alexandre de Moraes se tornou uma figura difícil de conter até mesmo dentro do Supremo.
