Não foram registradas mortes pela doença no Brasil nem em nenhum país fora da África.
Nesta segunda-feira (25) o Ministério da Saúde informou que o Brasil já conta com quase 700 casos de monkeypox (varíola do macaco) confirmados até o momento. O estado de São Paulo lidera no país, com 506 infectados.
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A Pasta também divulgou o número de infectados em cada região do país: Rio de Janeiro (102 casos), Minas Gerais (33), Distrito Federal (13), Paraná (11), Goiás (14), Bahia (3), Pernambuco (3), Rio Grande do Norte (2), Ceará (2), Espírito Santo (2), Mato Grosso do Sul (1) e Santa Catarina (1).
“A Pasta segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”, disse o órgão em nota enviada por email. Os números atualizados serão divulgados no final do dia pelo Ministério da Saúde.
Vale destacar que a doença passou a ser considerada “uma emergência de saúde pública de interesse internacional” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O anúncio foi feito por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da agência, no último sábado (23).
Segundo ele, a decisão foi definida por existir “risco para a saúde humana, para a disseminação internacional e para o potencial de interferência no tráfego internacional”.
Na grande maioria dos casos, a varíola do macaco se resolve espontaneamente e sem sequelas. O isolamento dura entre 14 e 28 dias e só pode ser suspenso depois que todas as crostas das lesões cutâneas já tenham caído e uma leve camada de pele nasceu no local.
Entretanto, alguns pacientes podem apresentar complicações.
Segundo o maior estudo já realizado sobre as apresentações clínicas da doença, conduzido em 16 países e publicado na quinta-feira (21) na prestigiada revista científica The New England Journal of Medicine, em 13% do total de casos foi necessária a internação, na maioria das vezes para “controle da dor”, principalmente dor anorretal severa (21 pacientes).
Atualmente, a doença foi detectada em 75 países, com mais de 16 mil casos. O total de mortes chegou a cinco, segundo a OMS.
Redação Portal CINCO
