O setor fica 7,2% acima do patamar pré-pandemia, mas segue 4% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado em 2015, mostra IBGE.
O volume de serviços prestados no Brasil interrompeu a série de dois resultados negativos seguidos e avançou 1,7% em março, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Com a alta, o segmento que representa cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro se recupera da perda de 1,8% de janeiro, alcança o maior nível desde maio de 2015 e fica 7,2% acima do patamar pré-pandemia.
O instituto informou que o resultado positivo foi disseminado por todas as cinco atividades investigadas pela pesquisa, com destaque para os transportes (2,7%), que avançaram pelo quinto mês consecutivo.
“Dentre os setores que mais influenciaram a alta dessa atividade está o rodoviário de cargas, especialmente o vinculado ao comércio eletrônico e ao agronegócio. É a principal modalidade de transporte de carga pelas cidades brasileiras e seu uso ficou ainda mais acentuado após os meses mais cruciais da pandemia”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
“Outra influência foi o transporte aéreo de passageiro, não só por conta do aumento do fluxo de passageiros, o que gerou maiores receitas das companhias aéreas, mas também porque foi ajudado pela queda do preço das passagens aéreas observadas no mês de março”, disse o especialista.
Com o avanço deste mês, os transportes como um todo estão 18% acima do patamar pré-pandemia e atingiram o maior nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2011.
Os serviços de informação e comunicação recuperaram parte da perda de 4,7% acumulada entre dezembro de 2021 e fevereiro deste ano. O setor exerceu a segunda maior influência sobre o índice geral.
Lobo explica que a alta da atividade está associada como segmento rodoviário de cargas, especialmente o vinculado ao comércio eletrônico e ao agronegócio. “É a principal modalidade de transporte de carga pelas cidades brasileiras e seu uso ficou ainda mais acentuado após os meses mais cruciais da pandemia”, explica ele.
Outra influência que impulsionou o resultado dos serviços foi o transporte aéreo de passageiro, que gerou maiores receitas das companhias aéreas, mas também porque foi ajudado pela queda do preço das passagens aéreas observadas no mês de março. Com o avanço, os transportes como um todo estão 18% acima do patamar pré-pandemia e atingiram o maior nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2011.
Os setores profissionais, administrativos e complementares (1,5%), prestados às famílias (2,4%) e outros serviços (1,6%) completam a lista dos que cresceram em março. Mesmo com o resultado positivo, os serviços prestados às famílias não superaram o patamar pré-pandemia.
‘Isso ocorre por causa da magnitude de impacto que esse setor sofreu com a necessidade de isolamento social, diminuição do deslocamento das pessoas e fechamento total ou parcial dos serviços considerados não essenciais”, afirma Lobo.
Entre as atividades que influenciaram o crescimento do setor estão restaurantes, hotéis e serviços de bufê. Mesmo com o avanço, os serviços prestados às famílias estão 12% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.
Redação: Portal CINCO
