
Foto: Reprodução
A família da professora Ângela Neves Bulbol de Lima confirmou, na noite deste domingo (22), o falecimento da educadora, reconhecida por sua atuação na educação do Amazonas e por sua passagem pela administração pública.
A notícia provocou ampla repercussão entre ex-alunos, colegas de profissão e integrantes da comunidade acadêmica.
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Ângela estava internada em estado grave desde a última sexta-feira (20), quando foi vítima de um atropelamento no Condomínio Ephygênio Salles, localizado na Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com informações preliminares, ela saía para uma caminhada quando foi atingida por um veículo. O impacto causou trauma craniano severo.
Em nota, a família destacou a trajetória marcada pelo compromisso com a educação e pela dedicação à formação de diversas gerações de estudantes. Os familiares também agradeceram as mensagens de apoio e solidariedade recebidas durante o período de internação.
Atuação na gestão pública e universitária
Ao longo da carreira, Ângela Bulbol ocupou funções estratégicas na gestão pública estadual e no meio universitário. Entre 2017 e 2018, esteve à frente da Secretaria de Estado de Administração (Sead), durante a gestão do então governador Amazonino Mendes.
Ela também atuou como pró-reitora de Administração e Finanças da Universidade Federal do Amazonas, contribuindo para o fortalecimento institucional da universidade.
Em novembro do ano passado, lançou o livro “Autobiografia Criativa”, reunindo memórias, reflexões e referências musicais que marcaram sua trajetória pessoal e profissional, reforçando seu legado como educadora comprometida com a formação humana e intelectual.
O Acidente foi uma fatalidade
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A professora Ângela Neves Bulbol de Lima foi atropelada dentro do Condomínio Ephigênio Salles, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital amazonense. A família confirmou o falecimento em nota de pesar.
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O atropelamento ocorreu na tarde de sexta-feira, 20 de fevereiro, enquanto ela caminhava dentro do condomínio residencial onde morava.
Veículo e condutora
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Segundo relatos de moradores e reportagens locais, o veículo que atingiu Ângela era dirigido por Mônica Melo, ex-diretora do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), que também morava no mesmo condomínio.
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Mônica Melo ainda não se pronunciou publicamente sobre o acidente até o momento.
Socorro e tratamento
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Após o impacto, Ângela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e inicialmente levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste de Manaus. Mais tarde, foi transferida para o Hospital Check-Up, no bairro Adrianópolis, onde passou por cirurgia e recebeu atendimento intensivo.
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Nas primeiras horas após o acidente circularam informações desencontradas de que ela teria tido morte encefálica, mas a família chegou a desmentir temporariamente antes de depois confirmar o óbito dois dias depois.
Circunstâncias e investigação
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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) abriu inquérito para apurar as circunstâncias do atropelamento.
Para sempre, Angela!
As vezes sol, as vezes tempestade, é assim que as flores crescem! Mas hoje só espinhos cresceram com sua partida precoce.
Sou grata por ter convivido o suficiente pra te admirar, trocar poesias, músicas e ter sido convidada na assessoria do seu livro _ a princípio o nome era “Depois das Pontes!” Mas você mudou o nome, e hoje o nome voltou: todos nós nos encontraremos depois da ponte, essa que separa o real da lembrança e deixa o trajeto palmilhado de saudade. E fica o legado da poeta Rupi Kauor que você curtiu tanto:
“eu fico de pé
nos sacrifícios
de um milhão de mulheres que vieram antes
e penso
o que é que eu posso fazer
para tornar esta montanha mais alta
para que as mulheres que vierem depois de mim
possam enxergar mais longe”
Liduina Moura

