Novos fatos levam a discussão do impeachment do Presidente
O ex-ministro Gonçalves Dias apresentou atestado para não comparecer na comissão de segurança para responder a perguntas necessárias para esclarecer sobre o vídeo em que o General G. Dias colabora com terroristas.

Deputado Federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) entrou com uma notícia-crime contra o ex-ministro chefe do GSI, Gonçalves Dias. Foto: reprodução
O parlamentar argumenta que o general Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias, então-chefe do GSI, cometeu crime de prevaricação em relação aos atos de 8 de janeiro, e pede a instauração de um inquérito contra ele.
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Segundo o documento, G. Dias teria adulterado um ofício enviado ao STF e à CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) do Congresso para retirar registros de notificações enviadas ao seu celular, informando-o sobre a escalada de tensões nos dias anteriores ao ataque em Brasília.
A constatação da suposta adulteração teria ocorrido quando os parlamentares compararam duas versões do ofício. O primeiro, enviado à CCAI em 20 de janeiro, não mencionava 11 alertas “que o ministro recebeu no próprio telefone celular entre 6 e 8 de janeiro sobre a movimentação dos golpistas”. Este ofício teria sido assinado pelo diretor-adjunto Saulo Moura da Cunha. Outra versão do documento foi enviada à mesma comissão em 8 de maio, mas, desta vez, constavam os registros dos alertas.
O novo ofício foi enviado quando o GSI já era comandando pelo general Marco Antonio Amaro dos Santos, que assumiu após G. Dias se demitir em meio à divulgação de imagens dele circulando entre golpistas no Palácio do Planalto. Ao UOL, o deputado afirmou ser “gravíssimo o que aconteceu e coloca em dúvida até onde o Lula sabia de tudo”. A PGR confirmou o recebimento da representação, mas informou que ela ainda será analisada e que, portanto, ainda não houve providência.
