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Escola alvo de ataque em SP ficará fechada por uma semana e comunidade escolar terá apoio psicológico, diz governo

Renato Feder, secretário da Educação, afirmou também que está no cronograma da pasta a contratação de 150 mil horas de atendimento psicológico e psicopedagogo para escolas estaduais.


O governo de São Paulo anunciou, durante coletiva com os secretários da Educação, Renato Feder, e o da Segurança, Guilherme Derrite, que a Escola Estadual Thomazia Montoro, alvo de ataque na Zona Oeste de São Paulo, ficará fechada por uma semana. O estado também decretou luto de três dias pela morte da professora.

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Foto: reprodução

De acordo com o governo, toda a comunidade escolar terá apoio psicológico. Uma professora foi morta e três ficaram feridas. Um aluno também ficou ferido.

“Infelizmente tivemos esse desastre e logo depois do ataque a gente conversou com a Saúde. Temos uma equipe de psicólogos atuando na comunidade escolar para alunos, professores, funcionários e pais de alunos. Essa equipe vai dar atendimento exclusivo para essa comunidade para que o choque seja amenizado. A escola também vai ficar fechada por uma semana e vamos acompanhando para ver se precisa estender o tempo”, afirmou Renato Feder.

Feder afirmou também que está no cronograma da Secretaria da Educação a contratação de 150 mil horas de atendimento psicológico e psicopedagogo para escolas estaduais. “A gente fazia atendimento virtual na época da pandemia. Independente da tristeza de hoje, já está no cronograma a contratação de 150 mil horas de atendimento de psicólogos e psicopedagogos para as escolas. Então o processo está na cotação de preços, e mais algumas semanas vamos fazer essa licitação, já estava no planejamento isso para o atendimento presencial”, continuou.

Segundo o secretário, atualmente, o governo tem o programa Conviva, que disponibiliza 300 profissionais que prestem atendimento psicológicos nas escolas e atendem ocorrências como brigas, agressões verbais, discriminação e depressão. Ou seja, em 500 escolas, existe um profissional treinado pelo programa Conviva, de acordo com a pasta.

“A gente vai ampliar isso para alcançar todas as escolas. Essa é uma medida muito importante, não é do dia para noite porque a gente precisa treinar e selecionar essas pessoas, mas a gente vai manter os profissionais das diretorias de ensino e ampliar de 500 para 5.000 profissionais dedicados ao Conviva, um por escola”, afirmou Feder.

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Foto: reprodução

Agressor xingou colega de ‘macaco’

Um aluno da escola detalhou o que ocorreu na semana anterior ao ataque. Gabriel, de 13 anos, disse estudar na mesma sala do autor das agressões. Segundo o aluno, há alguns dias, o agressor xingou outro aluno de “macaco”, o que ocasionou uma briga.

Ainda de acordo com o estudante, a professora que foi atacada pelo aluno foi a responsável por ter apartado a confusão e, após isso, aluno jurou vingança. A Polícia Civil apura essa versão.

Ainda de acordo com o relato de Gabriel, o aluno xingado de “macaco” não estava na escola nesta segunda-feira, somente a professora que foi atacada com golpes de faca.

“Foi assim: chamou o menino de preto e macaco. O outro menino (vítima de racismo) não gostou e partiu para cima dele. A professora “‘Beth’ separou. Aí hoje esse menino que chamou o outro de macaco veio com com uma faca e esfaqueou várias vezes a professora aqui e aqui (disse ele tocando na cabeça). Ele já falou que iria fazer isso, mas ninguém acreditava. Ele estava atrás de mim tentando me matar. Na hora, eu corri e me escondi ali atrás e fiquei cerca de uns 40 ou 60 minutos esperando a polícia chegar”, contou Gabriel, aluno que estuda na mesma sala do autor adolescente, autor das agressões.

Ainda segundo Gabriel, o adolescente entrou na sala nesta manhã, enquanto os estudantes estavam no local.

Imagens: Balanço Geral