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Aleam aprova novo sistema de cotas da UEA com vagas regionais e ampliação de ações afirmativas

Projeto redefine distribuição de vagas nos vestibulares da universidade, mantém reserva para estudantes do Amazonas e amplia inclusão de indígenas, negros, PcDs e alunos do interior.


Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 279/2024, que reformula o sistema de cotas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A proposta, enviada pelo Governo do Estado, redefine a distribuição de vagas nos vestibulares da instituição e amplia as políticas de ações afirmativas para estudantes amazonenses.

O texto agora segue para sanção do governador Roberto Cidade.

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A reformulação da legislação ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucionais trechos da antiga lei de cotas da universidade, especialmente os percentuais anteriormente adotados. Segundo a UEA, o novo modelo foi construído em conjunto com a Aleam, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Casa Civil e setores jurídicos da própria instituição.

De acordo com o reitor da Universidade do Estado do Amazonas, André Zogahib, o objetivo foi adequar a legislação às determinações do STF sem acabar com a política regional de inclusão.

“ O STF havia julgado inconstitucional a lei anterior, mas não julgara inconstitucional a cota regional. Então, o STF bateu nos percentuais e foi nisso que a gente trabalhou”, afirmou o reitor.

Como ficará a divisão das vagas

Pela nova regra, 50% das vagas da UEA serão destinadas exclusivamente a candidatos que estudaram no Amazonas. Os outros 50% poderão ser disputados por estudantes de qualquer estado do país.

Dentro da parcela reservada aos amazonenses, a divisão ocorrerá da seguinte forma:

  • 40% das vagas serão destinadas ao Vestibular tradicional;
  • 60% irão para o Sistema de Ingresso Seriado (SIS/UEA).

Para disputar as vagas regionais, os candidatos precisarão comprovar que cursaram o ensino médio no Amazonas.

Ações afirmativas foram ampliadas

O novo modelo também reforça as políticas de inclusão social e prevê grupos específicos para:

  • estudantes de escolas públicas;
  • estudantes da rede privada;
  • pessoas indígenas;
  • pessoas negras;
  • pessoas com deficiência (PcDs);
  • estudantes do interior do Amazonas.

Nos casos de cotas raciais e indígenas, haverá bancas de heteroidentificação e validação após a divulgação dos resultados finais.

Interior terá reserva em cursos estratégicos

Outro ponto mantido pela nova legislação é a reserva de vagas para estudantes do interior do Amazonas em cursos considerados estratégicos pela universidade.

Entre os cursos contemplados estão:

  • Medicina;
  • Direito;
  • Odontologia;
  • Enfermagem;
  • Administração;
  • Engenharia Civil;
  • Ciências Contábeis;
  • Sistemas de Informação;
  • Engenharia Florestal;
  • Turismo.

Para acessar essas vagas, os candidatos deverão comprovar que cursaram pelo menos oito séries da educação básica em municípios do interior do estado.

Segundo André Zogahib, a reformulação busca garantir segurança jurídica ao sistema e preservar o acesso regionalizado ao ensino superior no Amazonas.

“Dessa forma, garantiremos a entrada de alunos da rede pública, da rede privada e de todo o interior do Amazonas dentro da nossa universidade”, declarou o reitor.

A universidade também informou que os candidatos deverão escolher corretamente a modalidade e o grupo de vagas no momento da inscrição, sem possibilidade de alteração posterior.