- Foto: Reprodução Stock
No Amazonas, são mais de 490 mil irmãos indígenas, distribuídos em mais de 180 povos. Os municípios de São Gabriel da Cachoeira (48 mil indígenas) e Tabatinga (34 mil indígenas) são os que mais concentram os nossos povos tradicionais. Nossos irmãos indígenas estão presentes em todos os municípios do estado, inclusive na capital, Manaus, onde vivem mais de 71 mil indígenas.
Hoje, vou falar sobre as populações que vivem no Rio Negro, sobretudo no município de São Gabriel da Cachoeira, o terceiro maior município do Brasil em extensão territorial, com mais de 109 mil quilômetros quadrados e uma população superior a 52 mil habitantes, dos quais 74% são indígenas.
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São Gabriel da Cachoeira tem, em seu território, riquezas naturais estimadas em bilhões de dólares, mas possui um IDH de 0,609. Os povos tradicionais que lá habitam ainda vivem em extrema pobreza porque as autoridades brasileiras insistem em não criar regras claras para a exploração racional e legal desses recursos. De nióbio (a maior reserva mundial), são estimadas 5,5 bilhões de toneladas, além de uma das maiores reservas de pedras preciosas (gemas) do planeta e variedades de granitos.
Gemas
Rubi
Esmeralda
Turmalinas
Água Marinha
Até agora, pouco ou nada mudou na vida dos 74% de indígenas da população gabrielense. Boa parte do ouro, diamantes, esmeraldas, turmalinas, rubis, ametistas e águas-marinhas já foi extraída sob a forma de “exploração ilegal”. Nenhuma escola, nenhum hospital, nenhum aparato social foram construídos no município com os recursos provenientes dessa exploração ilegal.
Está na hora de o Governo Federal acordar, pois, da forma como está, é muito injusto para todos, sobretudo para as populações tradicionais.
O Brasil, o Amazonas e São Gabriel perdem receita, e os nossos irmãos indígenas perdem a oportunidade de melhorar suas vidas.









