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Papa Leão 14 critica discursos bélicos e lamenta situação de palestinos no 1º Natal como papa

O Papa Leão 14 criticou nesta quinta-feira (25), em sua primeira bênção de Natal como líder da Igreja Católica, os "discursos bélicos" e as "feridas abertas" deixadas pelas guerras no mundo. Durante a tradicional bênção "Urbi et Orbi" na Praça São Pedro, ele pediu o fim dos conflitos e destacou a necessidade de diálogo entre Rússia e Ucrânia.


Após a missa de Natal, Papa Leão 14 profere a mensagem e a benção Urbi et Orbi da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano – Yara Nardi/Reuters

O pontífice também lamentou a situação dos palestinos na Faixa de Gaza, comparando suas condições às dificuldades enfrentadas por Jesus ao nascer em um estábulo: “Como, então, podemos não pensar nas tendas em Gaza, expostas por semanas à chuva, ao vento e ao frio?”, disse.

Leão 14 mencionou ainda a vulnerabilidade de imigrantes e refugiados na América, criticou o impacto das guerras sobre crianças e jovens e pediu que líderes latino-americanos priorizem o diálogo pelo bem comum.

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O papa, nascido nos EUA e com cidadania americana e peruana, já havia defendido soluções diplomáticas em conflitos como o da Venezuela e criticado políticas anti-imigração no passado, mas nesta ocasião evitou referências diretas a líderes políticos.

Além de Gaza, Leão 14 citou países como Sudão, Mali, Mianmar, Tailândia e Camboja, reforçando a necessidade de acabar com todos os conflitos e buscar negociações pacíficas.