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Helicóptero da polícia realiza manobra de emergência após perseguição de objetos desconhecidos sobre base aérea dos EUA

Documentos e vídeos recém-divulgados contradizem versão oficial que atribuía o incidente a um caça F-15, reacendendo debates sobre segurança aérea e fenômenos não identificados.


Um OVNI no céu – Foto: Reprodução

Registros policiais e imagens de vídeo divulgados recentemente colocam em dúvida a explicação oficial para um incidente aéreo ocorrido sobre a base RAF Lakenheath, em Suffolk, no final de 2024. Na ocasião, um helicóptero do Serviço Aéreo da Polícia Nacional britânica (NPAS) relatou ter sido perseguido por dois objetos de alta velocidade — inicialmente descritos como drones, mas com características que desafiam classificações comuns.

Segundo documentos obtidos pelo Daily Mail por meio da Lei de Liberdade de Informação do Reino Unido, a aeronave EC135 precisou realizar uma manobra evasiva de emergência após perceber que os objetos faziam movimentos direcionados em sua direção. Os pilotos relataram que as duas aeronaves desconhecidas igualaram sua velocidade — cerca de 165 nós (190 mph) — por vários minutos antes de desaparecerem.

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Nick Pope, ex-investigador de OVNIs do Ministério da Defesa do Reino Unido, afirmou que o episódio reforça a urgência de tratar os Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs) como uma questão de segurança nacional, e não apenas como curiosidade pública. Para ele, rotular encontros como esse simplesmente como “drones” pode obscurecer a real natureza do problema.

Relatórios policiais acrescentam que, entre 20 e 22 de novembro de 2024, foram registrados ao menos 20 avistamentos de drones ou objetos anômalos sobre as bases RAF Lakenheath, Mildenhall e Feltwell. Em alguns casos, aeronaves militares chegaram a ser temporariamente impedidas de decolar. Testemunhas descrevem desde “enxames de drones” até objetos grandes e imóveis com formato semelhante ao famoso “Tic Tac”.

Uma fonte militar que teve acesso ao vídeo infravermelho completo do helicóptero afirmou que os objetos reproduziam com precisão os movimentos da aeronave e chegaram a executar uma manobra em “saca-rolhas”, impossível para um caça F-15. Apesar disso, o Airprox Board — órgão britânico que analisa quase colisões — concluiu que os pilotos confundiram luzes de um F-15 norte-americano que operava nas proximidades.

Especialistas contestam a conclusão. O meteorologista de defesa Stuart Onyeche afirma acreditar que tanto o helicóptero quanto o caça estavam, na verdade, reagindo à presença de sistemas não tripulados avançados na região. Já o detetive aposentado Mike Morgan critica o que considera falta de transparência das autoridades.

O caso ocorreu em um período marcado por aumento significativo de relatos de drones ou UAPs sobre bases militares nos EUA e no exterior. Um relatório conjunto do FBI, Departamento de Defesa e NASA alertou recentemente que sistemas de detecção e interferência falharam em conter incursões de drones avançados, incluindo um enxame registrado secretamente sobre a Base Aérea de Langley, em 2023.

Para Pope, episódios como o de Lakenheath e a recorrência de relatos semelhantes indicam uma lacuna crescente na capacidade de monitorar e identificar atividades aéreas anômalas — e que, sem aprimoramento na coordenação entre agências e no compartilhamento de informações, o risco para a segurança aérea tende a aumentar.

As aparições inexplicáveis dos últimos anos

Nos últimos anos, episódios semelhantes têm sido relatados com frequência crescente em diferentes partes do mundo — objetos que desafiam padrões de voo convencionais, drones que parecem operar além das capacidades conhecidas e fenômenos que simplesmente não se encaixam em explicações tradicionais. A repetição desses incidentes, somada à falta de transparência oficial, alimenta uma sensação de que estamos diante de algo que ainda não compreendemos totalmente.

A fronteira entre tecnologia avançada, espionagem e fenômenos verdadeiramente inexplicáveis permanece nebulosa — e cada novo caso reforça que as perguntas superam, em muito, as respostas disponíveis.