Tudo começou quando um dos jovens, de 17 anos, que já havia deixado a escola, contou aos colegas que mantinha um relacionamento com a professora. Depois dessa revelação, o grupo foi até a casa da mulher e a ameaçou, dizendo que tornaria pública a suposta relação caso ela não os deixasse entrar em seu apartamento.
No início, o local passou a ser usado para o consumo de drogas, mas a situação rapidamente piorou. A professora acabou sendo vítima de abusos sexuais — alguns cometidos em grupo — que foram filmados pelos adolescentes.
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Segundo o jornal Daily Record, esses vídeos eram usados pelos suspeitos para chantagear a vítima. Eles exigiam dinheiro, comida, transporte e até cigarros, sob ameaça de divulgar as gravações.
Com medo de perder o emprego e sofrer represálias, a professora permaneceu em silêncio. Durante esse período, ela também teve diversos pertences roubados pelos jovens, que invadiam seu apartamento com frequência.
Em janeiro deste ano, três dos acusados voltaram ao local, roubaram joias e, segundo a acusação, incendiaram o apartamento para apagar as evidências. Eles admitiram o roubo e a invasão, mas negaram os abusos e o incêndio. A defesa deles alega que as relações foram consensuais.
A acusação também declarou ao júri que os indivíduos faziam parte de uma gangue maior, que possui em torno de 80 membros, e postam os crimes que cometem na internet.
