
Ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, chamou o presidente brasileiro Lula de ‘antissemita e apoiador do Hamas’ – Foto: Reprodução
Em meio a um agravamento da crise diplomática entre Brasil e Israel, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o publicamente de “antissemita declarado” e “apoiador do Hamas”. A declaração foi feita nesta terça-feira (data local), por meio de uma publicação nas redes sociais escrita em português.
Katz mencionou a recente retirada do Brasil da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA), entidade criada para combater o antissemitismo globalmente. A decisão foi tomada em julho pelo governo brasileiro, que revisou a adesão feita em 2021, ainda sob a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“O presidente do Brasil revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA, colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto”, escreveu Katz, que ainda publicou uma imagem gerada por inteligência artificial retratando Lula como marionete do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
A tensão entre os dois países ganhou força em fevereiro, quando Lula foi declarado persona non grata por Israel após comparar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto durante discurso em missão oficial na África. Na ocasião, o governo israelense convocou o então embaixador brasileiro para uma visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém, gesto interpretado pelo Itamaraty como uma tentativa de constrangimento diplomático.
Cinco dias após a retirada da IHRA, o Brasil também se uniu formalmente à ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
“Afirmo como ministro da Defesa: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados”, concluiu Katz. “Vergonha para o maravilhoso povo brasileiro e para os muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o seu presidente.”
A presidência brasileira ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas acusações do ministro israelense.

Reprodução (X)
